Dados Históricos

por Interlegis — última modificação 22/08/2018 20h23
Dados Históricos das antigas Legislaturas e Gestões Executivas Municipais.

                                                VEREADORES E PREFEITOS PALMEIRENSES DESDE 1838

 

LUIZ B. TORRES

IN MEMORIAN

 

Vereadores e Prefeitos Palmeirenses desde 1838

 

Luiz B. Torres

 

ESTREIA POLITICA

 

 

Fundada por frei Domingos de Säo José, em 27 de julho de 1773, Palmeira dos Indios foi promovida a categoria de Distrito, em 15 de Outubro de 1827, por fôrça de um decreto imperial que assim determinava em relaçäo as povoaçöes que tinham capela curada ou eram sede de paróquia. Por ser freguesia desde 1798, foi eleito seu primeiro juiz de paz o coronel José Daniel Carneiro da Cunha, que assumiu o cargo em 25 de março de 1829. O juiz era mais conhecido por José Daniel das Flexeiras, por ser dono de uma fazenda com este nome, situada no maciço de serras entre Palmeira dos Indios e Quebrangulo. O autor deste trabalho, encontrou um marco de pedra com as iniciais "JD" gravadas, para demarcar as terras do coronel juiz, que figura atualmente no Museu Xucurus.

 

Em 1832, aconteceu a primeira tentativa da gente palmeirense em prol de sua emancipaçäo. O autor do projeto foi o sr. Arnaud de Souto Maior e Moura, que o apresentou para aprovaçäo do Poder Legislativo, na reuniao do dia 30 de março de 1832. O deputado chegou a escrever a respeito para o ministro Campos Vergueiro. Foi lido em plenário, mas conveniências políticas entravaram o andamento da questäo e morreu.

 

Ao ser instalada a primeira Assembléia Provincial em 15 de março de 1835, o sonho da libertaçäo palmeirense voltou a bater a porta de quem tinha poder para concedê-la. O deputado Miguel Veloso da Silveira Nobrega e Vasconcelos, quinze dias após a instalaçäo dos trabalhos legislativos, apresentou um projeto de lei, ensejando a emancipaçäo política do arraial de Palmeira dos Indios. A Assembléia Provincial reunia-se, entäo, na cidade de Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul, depois cognominada simplesmente Alagoas, e atualmente, conhecida pelo nome de Marechal Deodoro, em homenagem a um de seus filhos mais ilustres, o bravo Proclamador da República Federativa do Brasil.

 

O projeto de lei recebeu o número 15. O primeiro artigo criava a Vila Nova da Palmeira dos Indios. Devo explicar que antigamente o título de Vila näo podia ser usado para designar pequena povoaçäo e nem para nomear despretencioso arraial. O titulo de Vila era de exclusivo uso de sedes municipais, ou seja, de comunidades já emancipadas, onde houvesse funcionando uma Câmara de Vereadores, com o poder de legislar.

 

O projeto, para alegria dos palmeirenses, foi aprovado no dia 10 de abril de 1835. Em vez de Vila Nova da Palmeira dos Indios, foi suprimida a palavra "nova", simplificando o nome para Vila de Palmeira dos Indios, apenas. Transformado em lei, recebeu o nome de Resolução Nº 10, que foi publicada na Secretaria do Governo no dia 01 de julho de1835. AResolução opunha, entretanto, sério obstáculo ao imediato gozo da regalia emancipadora. No entanto, ela exigia uma pequena condição para libertar definitivamente Palmeira dos Indios.

 

Os palmeirenses teriam de construir um sobrado condigno, onde na parte superior funcionasse a Câmara de Vereadores e, na parte térrea, a Cadeia Pública. Esta imposição muito preocupou a população, pois a emancipação política seria retardada por tanto tempo quanto durasse a construção.

 

Antes da instalação oficial do município, isto é, antes de funcionar a primeira legislatura da Câmara de Vereadores, a povoação de Palmeira de Fora, que fora elevada a categoria de Distrito por ter capela curada, reivindicou através de seu juiz de paz, Ludovico Correia de Lima, o privilégio de ser a sede municipal da Vila de Palmeira dos Indios. A petiçäo foi enviada a Câmara de Anadia, poder competente para decidir. No arrazoado, enumerava as vantagens para ser escolhida. Por exemplo, dizia que na povoaçäo já haviam dois imponentes sobrados, prontos para serem usados para a finalidade exigida pela Resoluçäo Nº 10, sem necessidades portanto de se gastar dinheiro com a construçäo de um palácio. Acrescentou também, que suas ruas eram mais ou menos planas, o que näo acontecia em Palmeira dos Indios, todas ladeirosas e tortuosas. E, finalmente, chamava a atençäo para o fato de no Distrito haver água potável em abundância, o que näo acontecia em Palmeira dos Indios, sempre vítima da escassez crônica. A falta de água castigava a populaçäo nascida em torno da Missa Indigena Xucurú/karirí.

 

Ao tomar conhecimento da atrevida reivindicaçäo da comunidade de Palmeira de Fora, as lideranças políticas palmeirenses, irritaram-se ao extremo, por considerarem a pretensão mais do que descabida. A disputa entre as duas comunidades, provocou animosidade entre as duas partes. Os palmeirenses, ante a petulância do concorrente, passou a apelidar os moradores de Palmeira de Fora de " Tabaqueiros ", que equivalia a dizer "Tabaréus" ou simplesmente "Roçeiros". Era como se dissessem: "Anel de ouro näo é para foçinho de porco". Em troca, os palmeirenses-de-fora, revidaram o insulto, chamando os palmeirenses de "Canecos", proclamando-os de inveterados bebedores de cachaça.

 

A Câmara de Vereadores de Anadia mostrou-se a princípio simpatizante da petiçäo do Distrito de Palmeira de Fora, forçando os palmeirenses a se desdobrarem em esfôrços para conseguirem a vitória. Consideravam uma injustiça serem pretendidos por um povoado de menor densidade demográfica, de menos poder econômico e, além disso, povoaçäo bem pequena, em relaçäo a Palmeira dos Indios. A vitória coube finalmente aos palmeirenses. A Câmara de Anadia decidiu-se por aprovar Palmeira dos Indios para sede municipal, embora insinuando que a posteridade talvez viesse a lamentar a decisäo.

 

No dia 09 de dezembro de 1837, o eleitorado palmeirense sufragou nas urnas os nomes de seus candidatos favoritos, aos quais caberia a honrosa tarefa de legislar o melhor para o desenvolvimento do município. Era finalmente a concretizaçäo da ambicionada autodeterminaçäo, com direito de ser governada por seus próprios conterrâneos, e näo por estranhos do município de Anadia, que raramente formulavam projetos em prol das necessidades palmeirenses. Finalmente livres!

 

1ª - LEGISLATURA

1838 à 1841

 

No dia 03 de fevereiro de 1838, na sala de reuniöes da Câmara de Anadia, tomaram posse os primeiros vereadores do município de Palmeira dos Indios, agora promovida a Vila, por fôrça de sua emancipaçäo política. Foram eleitos e empossados os seguintes vereadores:

 

 

PRESIDENTE           : Padre Joäo Felisdônio

VEREADORES        : José Correia Paes;

                                     Alferes Antônio Pereira Brainer;

                                     José Daniel Carneiro da Cunha;

                                      Manoel Antônio Pereira Júnior;

                                     Manoel Victório da Costa Barros;

                                     Joäo Napomuceno de Moraes; e

                                     Antônio de Rezende Pinto Veloso.

 

O último vereador näo compareceu, por motivo justificado. O faltoso morava no Distrito de Palmeira de Fora e era proprietário de um sobrado ali existente. No mesmo dia da posse, foi enviado ao Presidente da Província de Alagoas, sr. Rodrigo de Souza e Silva Pontes, um ofício comunicando-lhe o evento. Em face, porém, de falhas jurídicas na posse do poder legislativo palmeirense, a Assembléia Provincial solitou informaçöes mais detalhadas a respeito, dando idéia de näo querer referendá-la. A solicitaçäo acarretaria mais atraso ao gozo definitivo da emancipaçäo, täo desejada pelos palmeirenses. O vigário da paróquia de Nossa Senhora do Amparo, padre José Caetano de Moraes, participava na Assembléia Provincial como deputado. Pressentindo que o ato de posse poderia ser invalidado, captou colegas para a causa palmeirense. Influiu no aliciamento, o fato de ser vice-presidente do Poder Legislativo Estadual. Finalmente, através da Resoluçäo Nº 27 de 12 de março de 1838, foi validada a posse. Vitória, afinal!

 

Um dos primeiros atos de legislativo palmeirense, foi castigar Palmeira de Fora, cassando-lhe a categoria de Distrito e acabando com o privilégio de ter seu juiz de paz. A puniçäo permanece até os dias atuais. Nessa primeira legislatura funcionaram como suplentes em exercício os senhores:

 

SUPLENTES             : Manoel Tavares Bastos; genro do padre José Caetano de                                                   Moraes

                                     Antônio Daniel de Souza;

                                     José de Souza Nunes;

                                     Adriäo de Oliveira Melo;

                                     Manoel Cardoso da Fonseca; e

                                     Manoel Pereira Camelo.

 

Adriäo de Oliveira Melo, proprietário de terras em Buenos-Aires, localidade perto do Bonifácio, foi assassinado pelos filhos do padre José Caetano de Moraes, após ter sido este assassinado no dia 02 de novembro de 1844, no povoado Taquari, município de Bom Conselho,em Pernambuco. Overeador foi liquidado por vingança. Era filiado ao Partido Conservador, agremiaçäo política contrária a do reverendo deputado, motivo bastante para ser considerado co-responsável pela morte do padre.

 

Empolgados pela emancipaçäo, os palmeirenses começaram a desentender-se quanto a divisäo de cargos da administraçäo municipal e dos postos de comando da Vila. Os ânimos exaltaram-se, prenunciando acontecimentos bastante lutuosos. Em vista disso, o Presidente da Província de Alagoas, dr. Agostinho da Silva Neves, mandou um emissário de sua inteira confiança, na pessoa do major Manoel Mendes da Fonseca, pai do marechal Proclamador da República do Brasil, para pacificar as lideranças do município recém-criado. Em 1839, Palmeira dos Indios conseguiu sua primeira escola pública, a cargo do professor Feliz Francisco Pinto, destinada exclusivamente a alunos do sexo masculino. A vinda do major Manoel Mendes da Fonseca näo surtiu o efeito desejado.

 

 

O reverendo José Caetano de Moraes, para contar com a maioria da Câmara de Vereadores, conseguiu que ele oficiasse a Assembléia Provincial no sentido de serem estabelecidos limites corretos para o novo município, para dirimir as dúvidas.

 

A intençäo do reverendo escondia, entretanto, ardiloso motivo.  Já que näo poderia livrar-se da oposiçäo de seus principais adversários, teve a idéia de, com as novas fronteiras geograficas, excluí-los da área municipal. A tarefa era relativamente fácil, visto seus piores inimigos, habitarem regiöes próximas das linhas delimitatórias do município, principalmente a leste e nordeste, nas lombadas das serras onde moravam os Veigas, Holanda, Canuto, Barros e outros. O mapa delineado pelo reverendo, era de linhas em zig-zag, com a seguinte finalidade: a linha entrava aqui no território palmeirense para expulsar inimigos, e mais adiante avançava na direçäo do município vizinho para atrair amigos e situá-los no convívio da comunidade palmeirense. Em resumo, a intençäo era excluir inimigos e incluir amigos!

 

Nessa época, o govêrno Provincial, sensibilizado pelos constantes apêlos da Câmara de Vereadores de Palmeira dos Indios, comprou a Antônio Rodrigues Pôrto, pela quantia de trezentos mil réis, uma extensa área de terras, para nela ser construída uma barragem e represar as águas do riacho cafurna, a fim de minorar a angustiante problema da falta do precioso líquido para a populaçäo da Vila. O reservatório é o atual açúde do Goiti, recém-saneado e embelezado na administraçäo do prefeito José Helenildo Ribeiro Monteiro. Além das águas do riacho, a própria bacia hidrografica possui afloramento de muitas minaçöes.

 

2ª - LEGISLATURA

1841 à 1844

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes vereadores palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Manoel Tavares Bastos; e

                                     Manoel Antônio Pereira Júnior

VEREADOES                       : Luiz de Araújo Jucá;

                                      Manoel Victório da Costa Barros;

                                      Antônio Zacarias da Costa;

                                     Manoel Joaquim de Souza; e

                                     Joaquim da Rocha Guedes.

SUPLENTES             : Manoel Tomás de Mendonça;

                                     Manoel Felix Cajuí;

                                      Manoel Vieira da Rocha;

                                     Adriäo de Oliveira Melo;

                                     Antônio Simplício Damasceno Júnior;

                                     Antônio Daniel de Souza; e

                                     Luiz de Souza Barros.

 

No caso desta legislatura, aconteceram fatos que explodiram com cenas sanguinárias, precisamente no dia 07 de setembro de 1844, dia de eleiçöes. Por pirraca política e por temer uma derrota eleitoral de seu partido, o padre José Caetano de Moraes ordenou que se fechassem as portas da igreja matriz de Nossa Senhora do Amparo, para impedir que nela se reunissem o Colégio Eleitoral do município. Antigamente as eleiçöes tinham lugar dentro das igrejas. Em face da obstinada determinaçäo do pároco, seus inimigos procuraram-no com uma proposta de paz. Lembraram-lhe que Palmeira dos Indios precisava de harmonia entre suas lideranças, para continuar a progredir.

 

Para isto, as duas fôrças políticas - Liberais e Conservadores - elegeriam os representantes municipais, distribuindo-os mais ou menos equitativamente, entre os dois partidos políticos do município. O padre näo percebeu a armadilha dos adversários e acreditou na sinceridade dos propósitos dêles. Mandou, entäo, abrir a matriz. Nesta hora, seus correligionários ocorreram a casa paroquial, todos angustiados, para lhe dizer que a Vila estava sendo invadida por diversos jagunços a serviço dos seus adversários, que passaram atrevidamente, a desarmar os amigos do reverendo. O padre, em contra ordem, determinou que se cerrassem as portas da igreja. A medida veio tarde porém, pois seus opositores já eram senhores da situaçäo, näo permitiram o fechamento do templo. Senhores da situaçäo, os adversários do reverendo reiniciaram o processo eleitoral... e elegeram todos os vereadores.

 

3ª - LEGISLATURA

1844 à 1846

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes vereadores palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Manoel Antônio Pereira Júnior

VEREADORES        : Manoel Victório da Costa Barros;

                                     Caetano de Souza Pinto;l

                                     José de Barros de Araújo Júnior;

                                     José Joaquim Duarte Júnior;

                                     Antônio Simplício Damasceno Júnior; e

                                     José Joaquim Correia.

 

Nesta época, rebentou em Alagoas uma guerra cruenta, que passou a história com o nome de " Guerra dos Lisos e Cabeludos ". A razäo deste nome é a seguinte: os filiados do Partido Conservador era apelidados pelo povo de Cabeludos, e os do Partido Liberal, de Lisos. A guerra teve início quando os conservadores conseguiram transferir a capital do estado, até entäo situada na hoje cidade de Marechal Deodoro para Maceió. Os liberais, näo aceitando a decisäo, pegaramem armas. Areaçäo espalhou-se por vários municípios, ceifando inúmeras vidas. O padre José Caetano de Moares, como "liso", congregou correligionários no sentido de derrotar os adversários, agora mandöes absolutos em Palmeira dos Indios. Avaliada a situaçäo porém, chegou a conclusäo de näo dispor de armamento suficiente para a reaçäo, visto que a maioria dos seus amigos terem sido desarmados por ocasiäo da última eleiçäo. Viajou, entäo, a Taquari, povoaçäo situada na fronteira entre Alagoas e Pernambuco, município de Bom Conselho, onde dispunha de muitas amizades e parentes, para arregimentá-los e retomarem Palmeira dos Indios em poder dos cabeludos e, também, para apoiarem correligionários em guerra no estado contra o Partido Conservador. No Taquari, ainda chegou a se corresponder com o sobrinho, dr. Josä Tavares Bastos, entäo terceiro vice-presidente da Província de Alagoas, solicitando-lhe apoio logístico para desalojar da Vila seus adversários. Nada conseguiu, visto o sobrinho näo estar logrando as vitórias esperadas. O sub-delegado da Vila, Antônio das Chagas Pinto, arregimentou duzentos homens para prender o reverendo, dizendo que, uma vez esmagada a cabeça da serpente, o corpo näo tinha autonomia para se manobrar. Para despistar, determinou que apenas trinta homens seguissem pela estrada principal em demanda a Taquari e os restantes 170, marchassem por caminhos pouco usados. A tropa, ao chegar, cercou o povoado para impedir reaçäo. O reverendo José Caetano de Moraes acabara de celebrar a missa. Foi-lhe dada ordem de prisäo pelo sub-delegado, a frente dos trinta homensem armas. Avaliandoas possibilidades da resistência dos correligionários, alegou necessitar primeiramente tomar café antes de viajar prêso para Palmeira.

 

 

 Os minutos, que gastaria para alimentar-se, poderiam ser suficientes para seus amigos arregimentarem-se e contra-atacarem. Terminada a refeiçäo, ficou frustrado por näo ter acontecido a reaçäo imaginada. Pressionado, entäo, pela autoridade policial para apressar o regresso a sua paróquia, pôs em prática outro estratagema. Desculpando-se pela demora, alegou näo haver chegado o cavalo que mandara buscar. Cada minuto de atraso propiciaria a chegada dos correligionários, infelizmente pegados de surprêsa. O sub-delegado entendeu que o padre estava tentando prolongar a hora da partida, certamente a espera de amigos para libertá-lo da humilhante prisäo. Na hora do viaja ou näo-viaja, chegaram finalmente os 170 homens da volante policial, que palmilharam atalhos pouco usados por almocreves e viajantes. Estabeleceu-se grande tiroteio entre a fôrça policial e os amigos do reverendo. Da refrega, resultaram três mortos: o padre José Caetano de Moares, seu genro Manoel Tavares Bastos, também comandante de Batalhäo da Guarda Nacional e um guarda-nacional da tropa policial. Ficaram 16 feridos. Para a época, um verdadeiro hecatombe! A morte do reverendo repercutiu em Alagoas e no Brasil.  Uma perda lamentável, visto ser o morto deputado provincial no quarto mandato, de grande prestígio e vigário colado da paróquia de Palmeira dos Indios. Os fatos lutuosos aconteceram no dia 02 de novembro de 1844, por coincidência no dia de finados.

 

Morto o reverendo, dois filhos seus, Manoel e José, os mais velhos, de parceria com amigos e cunhados, iniciaram um processo de vingança, que ceifou muitas vidas. De tal maneira perseguiram elementos do Partido Conservador, que as principais lideranças Cabeludas, tiveram de abandonar o território palmeirense. Muitos venderam seus bens por uma ninharia e passaram a residir em outros municípios. Só assim se livrariam da ferocidade do grupo vingador. Quem näo pode sair, passou a viver sob clima de mêdo e terror e ninguém estava livre de ser apontado ao bando, quer por mentira ou fuxico, como inimigo do padre assassinado, de que resultaria em morte certa. Na sanha vingadora, os Moraes percorreram quatro estados nordestinos, para matarem até pessoas inocentes, só por serem aparentados com seus inimigos políticos. Numa das excursöes, foram até Aguas Belas, em Pernambuco, onde mataram o sogro do Visconde de Sinimbú, o mais destacado líder conservador durante a guerra entre lisos e cabeludos. Depois, o Visconde foi Ministro do Império. Na missäo vingadora, os irmäos Moraes contaram com o apoio do cunhado, Luiz de Araújo Jucá, entäo Diretor da Missäo Indigena Xucurú/karirí, que usou índios nas expediçöes de represálias. Os aborígines foram de grande serventia.

 

Por causa dos muitos crimes perpretados pelos Moares, Palmeira dos Indios, foi duramente castigada e humilhada. Através da lei Nº 26 de maio de 1846, foi rebaixada a antiga categoria de Distrito, perdento a autonomia administrativa. Arrebataram-lhe a Emancipaçäo Política! A medida foi adotada pelo Govêrno Provincial para acalmar os ânimos. A verdade que restou infelizmente foi Palmeira voltar a depender administrativa e politicamente de Anadia, cheirando o pó da derrota! O novo pároco, padre José de Maia Melo, assim que chegou, tratou de arregimentar os palmeirenses para reivindicarem das autoridades provinciais a renovaçäo da exdrúxula Resoluçäo de Nº 07 de julho de 1838, fazendo retornarem ao municípios as terras excluídas pela demarcaçäo dos limites da paróquia idealizada pelo finado padre José Caetano de Moraes. Todas as propriedades de inimigos políticos do reverendo, voltaram novamente a integrar a área geográfica de Palmeira dos Indios, por fôrça da lei Nº 66 de 27 de maio de 1847. Ela anulou os efeitos dos limites tortuosos que dividiram a família católica palmeirense, fruto do pensamento político mesquinho e desastrado do vigário José Caetano de Moares.

 

 

 

 

 

 

4ª - LEGISLATURA

1854 à 1858

 

De 1844 à 1851, os Moares percorreram vilas, povoados e estados em missäo vingadora e sanguinária. Onde sabiam existir um inimigo da família, iam até lá para matá-lo. Luiz de Araújo Jucá foi morto por volante policial no povoado Santa Cruz, hoje território de Cacimbinhas, no dia 27 de agosto de 1845. Manoel de Moares foi assassinado por comparsa de seu próprio bando, em 29 de setembro de 1848. De tanto serem perseguidos pela polícia, os Moares tiveram de viver as escondidas. Sem condiçöes de trabalhar, viram-se forçados a saquear, matar e roubar para sobreviver. Passaram a comportar-se como cangaceiros. O autor acha que os filhos do padre Moares foram os primeiros cangaceiros do nordeste.

 

No dia 07 de março de 1847, tomou posse na paróquia de Nossa Senhora do Amparo, o padre José da Maia Melo. Assim que chegou, motivou a populaçäo palmeirense a lutar pela reconquista da Emancipaçäo perdida. Primeiramente, conseguiu do presidente da Província, Manoel de Campos Melo, a anulaçäo dos limites da freguesia idealizados pelo padre José Caetano de Moraes, fazendo retornarem as propriedades ex-comungadas pelo reverendo, através da lei Nº 66 de 01 de julho de 1847. Os moradores excluídos da comunidade palmeirense voltaram a fazer parte dela.

 

Finalmente, no dia 15 de agosto de 1851, foi morto o último dos Moraes, José Caetano de Moraes, que o pai havia colocado no seminário de Olinda, em Pernambuco, para talvez mais tarde sucedê-lo. Sem vocaçäo, o jovem abandonou a carreira sacerdotal. Ele foi assassinado nas caatingas da fronteira entre Sergipe e Bahia. Seus perseguidores, parentes do sogro do Visconde de Sinimbú, regressaram à Aguas Belas com a cabeça do filho de reverendo, espetada na ponta de uma vara, como troféu. Após a morte do último Moraes, a populaçäo palmeirense voltou a se interessar pela reconquista de sua Emancipaçäo Política, traiçoeiramente surrupiada em 1846. Finalmente, em 23 de junho de 1853, o dr. Manoel Sobral Pinto, entäo presidente da Província, sancionou a lei Nº 309, restaurando a Vila e libertando Palmeira dos Indios da tutela de Anadia! A resoluçäo foi recebida com grande regosijo, após sete anos de grande humilhaçäo.

 

Realizaram-se eleiçöes para vereadores da Vila restaurada no fim do ano de 1853, cujos eleitores tomaram posse no prédio da Câmara de Vereadores de Anadia, no dia 05 de fevereiro de 1854. Agora sim, Palmeira dos Indios entrava no gozo de sua definitiva Emancipaçäo Politica. Foram os seguintes vereadores eleitos para a primeira legislatura da Vila Restaurada, ou a quarta legislatura de sua história:

 

PRESIDENTE           : José Cândido de Albuquerque Maranhäo. Este vereador era gen-

                                     ro do coronel José Daniel Carneiro da Cunha, primeiro juiz de

                                     paz de Palmeira dos Indios.

VEREADORES        : Antônio Jorge de Araújo Barros;

                                     Francisco José de Barros;

                                     Antônio Tomé Mendes;

                                     Antônio de Resende Pinto Veloso;

                                     Antônio Leite de Araújo Sampaio; e

                                     Azarias Antônio da Silva Simplício.

SUPLENTES             : José Miguel da Silva Pereira;

                                     José Francisco de Oliveira Silva;

                                     Francisco Pereira de Andrade;

                                     Antônio Leite da Silva Pinto;

                                     Cândido José da Mota;

 

 

                                     Manoel Salvador da Costa Vieira;

                                     Manoel da Costa Brasil; e

                                     Antônio Evangelista Duarte.

 

A populaçäo palmeirense arregaçou as mangas da camisa para o trabalho no sentido de engrandecer financeira e economicamente a terra comum. Os proprietários de glebas nas lombadas das serras, por serem férteis e nunca faltar água, instalaram dentro de pouco tempo, 17 engenhos para o fabrico de rapadura e açúcar de fôrma.  As roças na euforia da vitória, chegaram a produzir mais da metade de todo algodäo colhido na época em Alagoas.

 

 

5ª - LEGISLATURA

1858 à 1861

 

As eleicöes do fim do ano de 1857, proclamaram vencedores aos cargos de vereadores os seguintes cidadäos:

 

PRESIDENTE           : Antônio Zacarias da Costa

VEREADORES        : José Miguel da Silva Pereira;

                                     José Correia da Costa;

                                     Vicente Muniz de Medeiros;

                                     Francisco Pereira de Andrade;

                                     José Porfírio de Farias; e

                                     Cândido José da Mota.

SUPLENTES             : José Joaquim Duarte Júnior;

                                     José Francisco de Oliveira Silva;

                                     Antônio de Resende Pinto Veloso;

                                     José da Costa Duarte;

                                     Felipe José de Matos Moreira;

                                     Antônio Leite da Silva Pinto;

                                     Antônio Bernardo Rezende Pinto;

                                     Antônio Evangelista Duarte;

                                     Sabino José de Oliveira; e

                                     Francisco Joaquim da Silva Jucá.

 

Durante esta legislatura, foram criados dois Batalhöes da Guarda Nacional, os de números 24 e 25, o primeiro na sede e o segundo em Caldeiröes de Baixo. Anteriormente fôra fundado um Batalhäo, sendo seu primeiro comandante, o coronel Manoel Tavares Bastos, genro do padre José Caetano de Moares, também morto no tiroteio do Taquari, no dia 02 de novembro de 1844. O antigo Batalhäo, por causa disso, foi extinto.

 

Em 1858, começaram a funcionar na zona da mata do estado de Alagoas, as primeiras usinas de açúcar. O incipiente agro-indústria da cana, atraiu centenas e centenas de palmeirenses para um trabalho mais bem remunerado, desfalcando o município dos braços necessários ao setor agrícola.

 

 

6ª - LEGISLATURA

1861 à 1864

 

Para a sexta legislatura foram eleitos os seguintes vereadores palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Felipe Tobias da Silva Pereira

 

VEREADORES        : Elias da Rocha Guedes;

                                     José Francisco de Oliveira Melo;

                                     Francisco José Duarte;

                                     Joaquim Vieira Sampaio;

                                     Antônio Leite da Silva Pinto; e

                                     José Inácio da Silva.

SUPLENTES             : Severino Alves Lima;

                                     Belarmino Cavalcanti de Albuquerque;

                                     Antônio Joaquim de Souza; e

                                     Antônio Joaquim Ferreira.

 

O vigário José da Maia Melo, observando a matriz construída por frei Domingos de Säo José, chegou a conclusäo que ela já näo cabia o número crescente de fiéis e näo correspondia ao progresso da terra. Dicidiu-se por construir um templo bem maior e a altura da fé católica da gente palmeirense. Iniciou a construçäo em1862. Anova matriz foi concluía em 1869, cujos trabalhos duraram sete anos. Tinha ela 115 palmos de comprimento por sessenta de largura. Possuia duas sacristias e a nave era embelezada por cinco arcadas em cada lado. Os corredores eram assoalhados, com galerias tanto na parte térrea como no andar superior. O conjunto era arrematado por duas torres, e em uma delas havia um sino. As janelas da frente tinham grades de ferro e, nas demais, caixílios envidraçados. Os altares eram ricamente pintados à ouro, e o púlpito, entalhado em madeira de lei, tinha pinturas nas três faces voltadas para o público. Defronte da matriz havia uma escadaria com dez degraus e, no lance de entrada, dois lampiöes. Esta escudaria ainda existe. Quando o padre Odilon Amador dos Santos efetuou a última reforma na matriz, ela apareceu.

 

O acontecimento de maior repercussäo nessa legislatura foi a inauguraçäo de uma tipografia na Vila. Era seu proprietário o sr. Manoel Antônio de Oliveira Melo, um jovem apenas de vinte anos. Ela foi feita totalmente em Palmeira dos Indios, mesmo porque ninguém na Vila possuia capital bastante para comprar um prelo de ferro e tipagem de chumbo. Manoel Antônio adaptou uma prensa de casa de farinha para fazer  o prelo, e fêz a tipagem, cerca de três mil tipos, num esfôrço de muita paciência, com casca de cajazeiras! O historiador Luiz B. Torres rodou um filme sôbre a sua vida, numa longa metragem de quase duas horas de duraçäo,em vita VHS. Ainteressante réplica da tipogracia encontra-se em exposiçäo no Museu Xucurús. Manoel Antônio de Oliveira Melo, o primeiro dono do jornal e o primeiro jornalista palmeirense, está sepultado no cemitério velho da cidade. Morreu aos vinte e três anos de idade e deixou mulher e quatro filhos. Um gênio!

 

 

7ª - LEGISLATURA

1864 à 1868

 

Foram eleitos para esta legislatura os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : José Correia Paes Júnior

VEREADORES        : Felipe Tobias da Silva Pereira;

                                     Elias Rocha Guedes;

                                     Antônio Joaquim de Souza;

                                     Jacinto Rodrigues Gomes;

                                     José Sebastiäo dos Santos;

                                     Manoel Joaquim Mendonça Menezes.

SUPLENTES             : Miguel de Matos Moreira;

                                     Manoel da Costa Duarte;

                                     Manoel Pereira Dantas;

                                     Joaquim José Duarte;

                                     José Joaquim Duarte Filho;

                                     Joaquim Vieira Sampaio;

                                     Antônio Joaquim Ferreira;

                                     José Francisco de Oliveira Souza;

                                     Manoel Bezerra da Apresentaçäo; e

                                     José Alves da Costa.

 

Todos os vereadores eram proprietários de terras, mais ou menos abastados. Ao tempo do Império só podia votar gente rica, comprovadamente rica. Pobre näo tinha vez. O maior acontecimento desta legislatura foi a estréia do primeiro jornal palmeirense, um dos mais antigos de Alagoas, o "Interesse Público". O primeiro número saiu no dia 09 de agosto de 1865! Manoel Antônio de Oliveira Melo, o fundador, só näo fêz o papel, mas o prelo, a tipagem, as ramas e a tinta foram confeccionados artesanalmente por ele e alguns amigos. Um extraordinário sucesso, com repercussäo em várias cidades de Alagoas e de alguns estados do nordeste. Após editar três números, Manoel Antônio adoeceu de sarampo, vindo a falecer, tossindo muito e com o corpo bem debilitado, no dia 30 de agosto de 1867. O jornalista nasceu no dia 19 de agosto de 1844.

 

Em 1865 rebentou a Guerra do Paraguai. O Brasil abriu primeiramente o voluntariado, crente que os brasileiros acorreriam em massa aos quartéis para se oferecerem para lutar. Pouquíssimos compareceram. Depois, o Govêrno Imperial decretou recrutamento compulsório e nomeou recrutadores em cada município, que muitas vêzes utilizaram o poder para engajarem nas fileiras do Exército, os filhos de adversários políticos, discricionariamente. De começo, foram recrutados 120 índios xucurú/karirí para a luta. Depois, alguns jovens palmeirenses engajaram-se e, entre eles, Antônio Florentino de Albuquerque, que regressou com o braço murcho por causa de um balaço. Após receber a aponsentadoria merecida, o Imperador Dom Pedro II, reformou-o no pôsto de 2º Sargento, com um soldo de seiscentos réis por dia.

 

 

8ª - LEGISLATURA

1868 à 1873

 

Para esta legislatura, foram eleitos para vereadores os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Sabino José de Oliveira - para o biênio de 1868 à 1870

                                     Balbino Francisco Cavalcante - para o biênio 1871 à 1872

VEREADORES        : Inácio Leopoldo de Albuquerque Maranhäo;

                                     Manoel Alves de Oliveira Bezouro;

                                     Basílio de Medeiros Pinto;

                                     Padre Felisdônio da Silva Dias; e

                                     Amâncio Francisco Casado.

SUPLENTES             : Joaquim José Duarte;

                                     Felipe Viana da Cunha Lima;

                                     Luiz Fernandes de Araújo Bezouro;

                                     Francisco Guedes de Oliveira e

                                     José Joaquim da Mota.

 

Um dos fatos mais importantes nesta legislatura, foi que Palmeira de Fora requereu promoçäo à categoria de Distrito, posiçäo judiciária que gozava por poucos anos e que foi extinta em 1838.

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Sabino José de Oliveira condenou o requerimento, alegando ser o povoado quase dentro da Vila. Deve ter influído também, na rejeiçäo o fato do povoado ter ousado competir com Palmeira dos Indios, quando da disputa para ser sede o novo município.

 

Os artigos de números 46 e 47 do Código de Postura, proibiam o criatório a solta de cabras, mas o vereador Balbino Francisco Cavalcante, apresentou emenda, abrindo exceçío para familias com crianças, que se alimentavam exclusivamente de leite. Inácio Leopoldo de Albuquerque Maranhäo apresentou projeto proibindo os almocreves de montarem animais já carregados, que considerava uma desumanidade! A pobre alimaria sofria muito ao carregar peso superior a sua capacidade de transportar. Sabino José de Oliveira, preocupado com a depravaçäo no vestir de alguns indivíduos sem educaçäo, apresentou projeto obrigando-os a trajarem, nas vias públicas, calçäo ou cerouläo, em vez de camisa e ceroula somente. A pena, para quem fôsse livre, seria multa de mil réis e vinte e quatro horas de cadeia e, para escravos, duas dúzias de bolos, na grade da cadeia. A Câmara aprovou postura proibindo a criaçäo de gado vacum nas terras do extinto aldeamento dos índios xucurú/karirí, destinando-as para uso exclusivo da agricultura. Adotou, também, a uniformizaçäo de medidas usadas no comércio e nas feiras, para evitar que inescrupulosos se servissem de vasilhas quaisquer como medidas, roubando os fregueses. O ano de 1870 foi de sêca. A par disso, a populaçäo foi atacada por insidiosa doença, que obrigava contaminados a defecarem  de instante a instante, até expelirem sangue, morrendoem seguida. A CóleraMorbus.

 

Foi aprovado um voto de felicitaçäo ao Imperador Dom Pedro II, pela vitória na guerra contra o Paraguai, e foi dado um prazo de noventa dias para os proprietários de terras, melhorarem as estradas que passam por elas. O vereador Balbino Francisco Cavalcante, no dia 27 de abril de 1871, apresentou emenda ao Código de Posturas, proibindo criatório de Gado Vacum a solta em terrenos reservados para agricultura. Pena: multa de dez mil réis para o infrator. No dia 16 de março de 1872, o Presidente da Província de Alagoas, Elvídio Carneiros da Cunha, através da Resoluçäo Nº 624, criou a Comarca de Palmeira dos Indios. O primeiro juiz foi Aristides José Leäo e o primeiro promotor, Miguel Arcanjo de Figueiredo.

 

9ª - LEGISLATURA

1873 à 1877

 

Para este mandato de vereadores, foram eleitos os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Luiz Fernandes de Araújo Bezouro

VEREADORES        : Francisco Joaquim da Silva Jucá;

                                     Cândido José da Mota;

                                     Joäo Antônio de Oliveira Melo;

                                     José Francisco de Andrade Pinto;

                                     Francisco Ferreira de Melo; e

                                     Manoel Marques de Oliveira.

SUPLENTES             : Ismael de Campos Barros;

                                     Francisco Guedes de Oliveira;

                                     Antônio José de Oliveira; e

                                     Felipe Tobias da Silva Pereira.

 

Os pecuaristas sempre encontravam uma maneira de burlar o Código de Postura que proibia a criaçäo de Gado Vacum a solta nas terras reservadas exclusivamente para agricultura.

 

Para fazer cessar o abuso, Luiz Fernando de Araújo Bezouro, conseguiu aprovaçäo para sua proposta, determinando a construçäo de travessöes e valadas, separando zonas de lavoura das zonas de criatório. Foi criada nesta legislatura uma feira popular no povoado Caldeiröes de Cima.

 

Em 1874, o comércio, de modo geral, foi surpreendido por uma novidade completamente desconhecida: o chamado padräo decimal. No dia 06 de janeiro deste mesmo ano, o presidente da Câmara determinou que, dessa data em diante, ninguém poderia mais vender, a näo ser utilizando pesos e medidas do Padräo Decimal. Antes, as medidas eram vara ou covado, e como peso usavam-se até pedras. Com o material do prédio da primeira Câmara, foi iniciada a construçäo de um açougue público.

 

Em face da determinaçäo do Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, através do aviso de 12 de junho de 1872, foram declarados extintos todos os aldeamentos de índios do estado de Alagoas, e em 03 de julho do mesmo ano, o presidente Silvino Elvídio Carneiro da Cunha, presidente da Província, enviou circular mais detalhada a respeito, para as Câmaras onde existiam Missöes Indígenas. A Câmara palmeirense, aproveitando a extinçäo da Missäo local, requereu para seu patrimônio as terras demarcadas em 1822 para uso dos índios xucurú/karirí. Em 20 de agosto de 1872, foi nomeada a primeira mulher para ensinar na Vila, dona Clara Xavier da Silva Lima.

 

Foi pedido dinheiro aos cofres da Província, para melhorar o paredäo do açúde do Goití. A Câmara de Vereadores, em 19 de fevereiro de 1875, enviou oficio protestando contra a descabida novidade da Eleiçäo Direta, por achar que ela näo exprimia o voto livre do cidadäo que ama a Monarquia! Foi criado o Cartório de Registro Civil. O primeiro óbito registrado foi de Maria Luiza Nascimento, vítima de parto, e o primeiro registro de nascimento foi do bebe José Castilho Pereira. O primeiro casamento civil anotado no livro competente, aconteceu no dia 10 de janeiro de 1889.

 

 

10ª - LEGISLATURA

1877 à 1881

 

Foram eleitos para este mandato de vereadores, os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Luiz Fernandes de Araújo Bezouro; e

                                     Misael Teixeira Leite.

VEREADORES        : José Correia Paes Júnior;

                                     Felipe Tobias da Silva Pereira;

                                     Manoel Lourenço Alves de Moura;

                                     Felix Bezerra Guedes Montenegro; e

                                     José Francisco de Andrade Pinto.

SUPLENTES             : José de Barros de Araújo Castro;

                                     Antônio Pinto de Andrade;

                                     José Vieira de Brito; e

                                      Pedro Antônio da Silva.

 

Começou a produzir efeitos danosos a afamada sêca de 1877, que se prolongou até o ano de 1879. Uma cuia de feijäo, por exemplo, atingiu a fabulosa soma de cinco mil réis! A Cólera Morbus ceifou tantas vidas, que a populaçäo municipal ficou reduzida a um terço. Para debelar o mal, chegou dr. Ildefonso para coordenar medidas a fim de deter maior propagaçäo da peste.

 

 

Durante a epidemia, foi ampliado o cemitério para caber os muitos falecidos. Levas e levas de fugitivos da sêca do alto sertäo chegaram a Palmeira dos Indios, tornando mais escasso os alimentos para a própria populaçäo da Vila.

 

Novos travessöes foram levantados na Travessada, Baixa-funda e Riacho Fundo de Cima para separarem terras destinadas a agricultura de terras reservadas para a pecuária. Por proposta do vereador Felipe Tobias da Silva Pereira, a Câmara aprovou Postura, concedendo um prazo de 60 dias para os donos de casas na Vila, consertarem as calçadas dos seus prédios. Para se abrir o quadrilátero que atualmente forma a praça Francisco Cavalcante, antiga praça das Casuarinas, foi comprada uma área de terras a Joäo Mendes Guimaräes por cinquenta mil réis. O ano de 1878 foi mais difícil que 1877, com arrematantes de impostos nada apurando, e portanto, sem condiçöes de pagarem a municipalidade os valores correspondentes ao prêço da arremataçäo.

 

 

11ª - LEGISLATURA

1881 à 1883

 

Para a Câmara de Vereadores de Palmeira dos Indios, foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Sabino José de Oliveira; Biênio 1881 à 1882

                                     José Correia Paes Júnior; Biênio 1882 à 1883

VEREADORES        : Belarmino Cavalcante de Albuquerque;

                                     Antônio Pinto de Araújo;

                                     Manoel Lourenço Alves de Moura;

                                     José Severino Tenório; e

                                     José Sebastiäo dos Santos.

SUPLENTES             : Joäo Batista Cabral;

                                     José Vieira de Brito;

                                     Antônio Zacarias Alves;

                                     Francisco José Duarte;

                                     Antônio Jorge de Araújo Barros; e

                                     José Francisco de Oliveira Souza.

 

Os grandes e ricos pecuaristas do município continuaram a näo respeitar a Postura, que determinava a separaçäo entre áreas destinadas a agricultura e a pecuária. Entäo a Câmara ordenou que se prosseguissem os trabalhos de construçäo de travessöes e, inclusive, organizou grupos de zeladores, para ficarem encarregados de vigiar e conservar as cêrcas, para impedir que o Gado Vacum, invadisse roças de agricultores. Este problema perdurou ainda por muitos anos.

 

 

12ª - LEGISLATURA

1883 à 1887

 

Para este mandato de vereadores, foram os seguintes palmeirenses eleitos para esta legislatura.

 

PRESIDENTE           : Manoel da Costa Duarte

VEREADORES        : Antônio Pinto de Araujo;

                                     Manoel Correia Sampaio;

                                     José Inácio de Albuquerque Maranhäo;

                                     Aprígio Cirilo de Araújo Barros;

                                     Antônio Inácio Alves; e

                                     Sebastiäo da Mota Accioly.

SUPLENTES             : José Sebastiäo dos Santos; e

                                     Clementino Alves de Souza Mororó.

 

Foi criada uma feira na Brecha (hoje Renascença), antes conhecida pelo nome de Brecha da Juliana. O nome completo desta senhora é Juliana Correia Paes. Os problemas entre pecuaristas e agricultores continuou, com os primeiros teimando em näo obedecerem a decisäo da Câmara. Desta vez burlavam a Postura, usando de expediente enganador: construíam cêrcas com frágeis varinhas, que mais pareciam flexas de capim. Bastava o gado roçar nela, e eis que a cêrca vinha abaixo. E haja destruiçäo na lavoura da parte mais fraca, o agricultor.

 

O vereador Antônio Pinto de Araújo protestou perante seus pares, contra o espetáculo deprimente de prêsos serem obrigados a carregarem, na cabeça, uma cuba com dejetos dos encarcerados. Um prêso, acorrentado pelo pescoço, saia da cadeia em direçäo ao açúde do Goití, onde despejava a porcaria e, depois, tinha de lavar a tina mal cheirosa. Este humilhante espetáculo perdurou até a década de 1940. No dia 08 de dezembro de 1884, foi instalada a Sociedade Filarmônica Sete de Setembro. Seu primeiro presidente foi Belarmino Cavalcante de Albuquerque.

 

 

13ª - LEGISLATURA

1887 à 1890

 

Para este mandato de vereadores, foram eleitos os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

PRESIDENTE           : Leôncio de Holanda de Albuquerque Maranhäo - 1887

                                     Gracindo de Oliveira Melo - 1888;

                                     Balbino Francisco Cavalcante - Biênio 1889 à 1890.

VEREADORES        : Cândido Pereira de Omena e Silva;

                                     Bertoldo de Araújo Medeiros;

                                     Azarias Antônio da Silva Simplício; e

                                     Francisco de Souza Duarte.

SUPLENTES             : Pedro Pierre Dantas Barreto; e

                                     José Correia Paes Júnior.

 

Por proposta de Gracindo de Oliveira Melo, a Câmara escolheu novos nomes para as doze ruas entäo existentes na Vila. Nesta legislatura, foram definidas as larguras mínimas para estradas e caminhos trafegáveis do município. Estrada de maior movimento teria trinta palmos de largura, e a de menor circulaçäo, vinte palmos. Em dezembro, a Câmara criou impostos sôbre carga de algodäo no valor de cem réis, que seria cobrado de prenseiros e donos de vapôres.

 

Antero Correia de Amorim compareceu a uma reuniäo da Câmara para solicitar reduçäo de 50% no preço da arremataçäo sôbre cobrança de impostos, alegando estar sofrendo grande prejuízos por causa da cheia nos rios e riachos do município, e da peste que atacou os rebanhos suínos. O professor Joäo Randal Verniers havia começado a construçäo de um grande prédio, onde instalaria o Colégio Säo Pedro. Esgotado os recursos, requereu a Câmara um auxílio. Os vereadores aprovaram uma verba de cem mil réis, mas o dinheiro nunca saiu. Verniers propöe, entao, vender o prédio a municipalidade por duzentos mil réis, mas terminou vendendo-o por cento e cinquenta.

 

A febre amarela voltou a atacar. Lembrada das instruçöes do dr. Ildefonso, quando aqui esteve para debelar o mesmo mal, a Câmara resolveu proceder na mesma maneira.

 

Ordenou ao Fiscal extinguir o criatório de porcos no município e limpar ruas e fontes. Balbino Francisco Cavalcante sugeriu o Bairro da Lagoa para nele se instalarem as indústrias que desejassem, pela vantagem, entre outras, de existir águaem abundância. Asede municipal cresceu bastante, podendo exibir uma populaçäo bem grande, e um apreciável número de casas. Diante de tanto progresso, merecia o título de cidade. As lideranças reivindicaram do Govêrno Provincial a honraria. A vitória näo demorou a se concretizar. A lei Nº 1092, de 20 de agosto de 1889, veio ao encontro da reivindicaçäo. A sede municipal foi elevada a categoria de Cidade! A posse festiva só aconteceu no dia 16 de setembro, data em que se comemora a Emancipaçäo Política de Alagoas, com retumbante comemoraçäo no paço municipal. A lei foi assinada pelo dr. Manoel Victor Fernandes de Barros, entäo Presidente da Província.

 

Em 15 de novembro de 1889 caiu a monarquia! A notícia reverberou como uma bomba. O Clube Republicano vibrou e passou um telegrama ao Govêrno provisório do Estado, Pedro Paulino da Fonseca. Assinaram o telegrama: Manoel da Costa Duarte (Coronel Dezinho) presidente do clube, Luiz Pinto de Andrade, vice-presidente, Emílio de Oliveira Melo Cavalcanti, filho do fundador do jornal o "Interesse Público" e primeiro secretário, Liberalino Guedes Sobrinho segundo secretário e os membros Antônio José Braga e José Francisco de Andrade Pinto. No dia 29 de novembro de1889, aCâmara se reuniu para deliberar sôbre a mudança do regime constitucional do Brasil. Alguns vereadores pensaram que a maioria da Câmara permaneceria fiel a Monarquia, mas o bom senso prevaleceu. Todos aderiram com entusiasmo a nova forma de govêrno, declarando-se ardorosos republicanos. Em fevereiro de 1890, nova epidemia atacou a populaçäo do município. Foram os seguintes atos da Câmara de Vereadores, os últimos, após a Proclamaçäo da República. No dia 13 de março de 1890, reuniu-se a Câmara, extraordinariamente e pela última vez, para passar o poder para os novos mandöes, que receberam o nome de Conselho de Intendência Municipal, título que a República adotou para designar o novo Poder Legislativo dos municípios, e o chefe do Executivo se chamaria Intendente. Os Conselheiros foram nomeados provisoriamente pelo Govêrno Interino de Alagoas, pelo ato Nº 17 do decreto Nº 01 de 20 de janeiro de 1890. O mandato deles se extinguiria quando houvessem eleiçöes gerais no Brasil.

 

Ao entregar o poder, o presidente da extinta Câmara de Vereadores, tenente Balbino Francisco Cavalcanti, apresentou minuncioso relatório sôbre os negócios da municipalidade. Analisou, nos mínimos detalhes, o problema quase secular entre criadores e agricultores, defendendo a causa dos últimos. Sugeriu ao Conselho a ser empossado, que fôsse mais rigoroso ao exigir o cumprimento da Postura Municipal em defesa dos agricultores. "Brotaräo muitas riquezas na Gleba Xucuru - disse ele, enfatizando - quando se impedir que pecuaristas, como o coronel Paulo Jacinto Tenório e outros, atirem sôbre áreas proibidas milhares de cabeça de gado, que tem devastado e tornado impossível a agricultura, principal fonte de riqueza do município ". O coronel Paulo Jacinto Tenório morava em Quebrangulo, mas suas muitas propriedades abarcavam parte de terras do município palmeirense. Um dos últimos atos da monarquia, foi nomeá-lo Baräo de Palmeira dos Indios, que os palmeirenses consideraram uma afronta, visto que o capitalista nunca acatou decisöes da Câmara. Felizmente o título näo se tornou conhecido, pois a concessäo aconteceu dois meses antes da Proclamaçäo da República.

 

 

 

REGIME REPUBLICANO

 

14ª - LEGISLATURA

1890 à 1892

 

O Governador no uso de suas atribuiçöes, nomeou o intendente e os conselheiros :

 

INTENDENTE          : Luiz Pinto de Andrade

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : José Correia Paes Júnior

MEMBROS               : Belarmino Cavalcante de Albuquerque;

                                     Francisco Souza Duarte:

                                     Antônio Pinto de Araújo; e

                                     Laurindo Paes Mendonça.

SUPLENTE               : Azarias Antônio da Silva Simplício.

 

A primeira reuniäo do Conselho aconteceu no dia 04 de março de 1890, quando foi aprovada a exoneraçäo do fiscal de Quebrangulo, Paulo Liberato de Melo, e para substituí-lo, Edmundo Ramiro Saldanha. Em fevereiro de 1890 grassou impiedosa febre de mau caráter por todo o município, com cerca de duzentas pessoas contaminadas. O Conselho como medida profilática, oficiou ao pároco José da Maia Melo, determinando as seguintes providências:

            - Sepultamento imediato e sem delongas de pessoas falecidas;

            - As vítimas deveriam ser sepultadas dentro de um prazo máximo de seis                            horas;

              após ocorrido o óbito;

            - Os caixöes näo poderiam voltar a serem servidos por outros defuntos.

 

Foram também declaradas extintas todas as feiras do município, com exceçäo das de Palmeira dos Indios, Quebrangulo e Caldeiröes de Cima, até deliberaçäo posterior, e foram proibidos entêrros com pompa e grande ajuntamento, para evitar contágio. A par dessas providências, o Conselho escreveu ao Governador solicitando gêneros alimentícios e dinheiro para minorar o sofrimento dos mais necessitados. O doutor Manoel Sampaio Marques veio da capital para coordenar o tratamento dos infectados. O esculápio contratou um prático em manipulaçäo, Liberalino Guedes Sobrinho, mediante diária de quatro mil réis, para aviar os muitos remédios que receitava, e exigiu limpeza em regra no açúde do Goití, que dizia ser um bruto foco de miasmas. Finalmente a epidemia de mau caráter foi debelada.

 

Na reuniäo de 06 de março de 1890, o tenente Belarmino Cavalcante de Albuquerque, denunciou os constantes prejuízos causados por pecuaristas contra agricultores, e recomendou medidas sérias, e näo panos môrnos, para cortar definitivamente o mal pela raiz. Sugeriu, também, postura vedando a pecuária em todo distrito de Quebrangulo, em parte de Cabaceiras e Caldeiröes, tendo como limites o cordäo de serras que vem de Pau-Berne até Riachos dos Porcos. A tendência do Conselho era proteger e defender a agricultura, pois representava a principal fonte de renda do município. O coronel Paulo Jacinto Tenório protestou contra a decisäo do Conselho, de haver destinado rôdo o distrito de Quebrangulo para agricultura, visto ser ele o maior pecuarista da regiäo.

 

No dia 29 de abril, o Conselho recebeu, por intermédio do Governador, uma petiçäo do coronel Paulo Jacinto Tenório, solicitando prorrogaçäo por 60 dias, tempo mínimo para retirada do seu gado das zonas proibidas. Em vez de ter enviado a petiçäo para o Conselho palmeirense, fê-lo através do Governador, como coaçäo. E, em 30 de junho, veio um abaixo-assinado de criadores quebrangulenses, insistindo em nova prorrogaçäo, que foi indiferido. Para impedir a presença do gado do coronel Paulo Jacinto Tenório nas terras destinadas ao uso exclusivo da agricultura, José Correia Paes Júnior apresentou projeto, que foi aprovado, criando sete comissöes para se encarregarem de levantar travessöes delimitatórias, no menor espaço de tempo possível. Já que o coronel näo movia uma palha para evitar que seu rebanho invadisse roçados, a municipalidade deteria o avanço erguendo cêrcas. E, inclusive, foi ordenado aos fiscais do município que redobrassem a vigilância no sentido de obrigarem pecuaristas a cumprirem a Postura.

 

Foi solicitado ao govêrno estadual uma verba para melhorar o paredäo do açúde do Goití. O tenente Belarmino Cavalcante de Albuquerque, irritado com a moleza dos colegas ao exigir o cumprimento da Postura, pediu exoneraçäo do Conselho. Foi nomeado para substituí-lo o major Azarias Antônio da Silva Simplício. No fim do ano, o coronel Paulo Jacinto Tenório, com seu prestígio e seu dinheiro, conseguiu separar Quebrangulo de Palmeira dos Indios, emancipando-a, agora com o nome de Victoória. O novo nome de Quebrangulo, parece uma homenagem a vitória do coronel contra o Conselho de Intendência de Palmeira dos Indios. O tenente Belarmino Cavalcante Albuquerque, antes de renunciar, ocupou interinamente a Intendência, no impedimento de Luiz Pinto de Andrade.

 

Ainda em 1891, foram nomeados conselheiros os senhores José Vieira de Brito, Henrique de Matos Moreira e Manoel da Costa Duarte, por terem sido exonerados Antônio Pinto de Araújo, Francisco Souza Duarte e Azarias Antônio da Silva Simplício. No dia 24 de março, o Conselho reuniu-se e deliberou passar para o poder público, todos os cemitérios existentes no município e, inclusive, determinou que desta data em diante, ninguém poderia ser sepultado em capelas ou igrejas. O vigário José da Maia Melo protestou contra a medida, dizendo que, havendo alguns cemitérios de propriedade da igreja, por estarem anexos aos templos e, por isso particulares, a medida era uma intromissäo indébita nos assuntos internos da religiäo.

 

 

 

PERIODO POS-REPUBLICANO

 

15ª - LEGISLATURA

1892 à 1895

 

Apos eleiçöes diretas pela primeira vez no Brasil - por imposiçäo do novo regime - foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : Sabino José de Oliveira

VICE-INTENDENTE: Manoel da Costa Duarte

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Pedro Pierre Dantas Barreto

MEMBROS               : Antônio Inácio Alves;

                                     José Alves da Costa;

                                     Galdino Marques de Vasconcelos Ramos;

                                     Cesário Professor da Rocha Granja;

                                     Cândido Pereira de Omena e Silva; e

                                     Antônio José de Oliveira.

SUPLENTES             : Antônio Jorge de Araújo Barros;

                                     Pedro Ferreira França;

                                     Paschoal Guilhermino;

                                     Leopoldo da Costa Duarte; e

                                     Alexandre Leite do Amaral.

 

Esta foi a primeira legislatura sob o novo regime republicano. No dia 30 de janeiro de 1893, o intendente Sabino José de Oliveira, sancionou uma lei, criando as sete primeiras escolas municipais, assim distribuídas: uma em cada uma das seguintes localidades: Palmeira de Fora, Caldeiröes de Cima, Olho d'água do Acioli (hoje Igaci), Pau-Sangue e Cacimbinhas, e duas para Palmeira dos Indios, todas para ambos os sexos.

 

 

16ª - LEGISLATURA

1895 à 1897

 

Após renhida campanha eleitoral, foi eleito para intendente o senhor:

 

INTENDENTE          :Luiz Pinto de Andrade, com 322 votos contra 178 de seu                                                              adversário).

VICE - INTENDENTE: Desconhecido

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : José Vieira de Brito

MEMBROS               : Joäo Batista Cabral;

                                     Francisco Joaquim do Espírito Santos;

                                     Antônio Jacarias Vieira;

                                     Cândido Pereira de Omena e Silva;

                                     Felix Alves Machado; e

                                     Joäo Batista Carneiro.

SUPLENTES             : Desconhecidos.

 

 

17ª - LEGISLATURA

1897 à 1899

 

INTENDENTE          : Cândido Pereira de Omena e Silva

VICE-INTENDENTE: Desconhecido

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Leôncio de Holanda de Albuquerque Maranhäo - 1897/1898

                                     Balbino Francisco Cavalcante - 1899

MEMBROS               : José Vieira de Brito;

                                     Pedro Pierre Dantas Barreto;

                                     Antero Correia de Amorim;

                                     Antônio Zacarias Vieira;

                                     Capitulino José Vasconcelos; e

                                     José Joaquim do Nascimento.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

Em 1899 morreu o padre José da Maia Melo, após 52 anos a frente da paróquia de Nossa Senhora do Amparo, permanecendo até hoje, como o vigário que por mais tempo governou a freguesia.

 

 

18ª - LEGISLATURA

1899 à 1901

 

Foram eleitos para este mandato, os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : Azarias Antônio da Silva Simplício

VICE-INTENDENTE: Belarmino Cavalcante de Albuquerque

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Antero Correia de Amorim

MEMBROS               : Pedro Pierre Dantas Barreto;

                                     Joäo Batista Cabral;

                                     Joäo Francisco Bezerra de Deus;

                                     José Joaquim do Nascimento;

                                     Levino Alves do Espírito Santo;

                                     Colimério Eusébio da Silva Pereira; e

                                     Joäo Batista Carneiro.

SUPLENTES             : Desconhecidos.

 

No dia 23 de junho de 1899, foi fundada a Sociedade de Säo Vicente de Paulo da Paróquia e Município de Palmeira dos Indios.

 

 

19ª - LEGISLATURA

1901 à 1903

 

O executivo e o legislativo palmeirense, para este mandato, foram composto dos seguintes eleitos:

 

INTENDENTE          : Cândido Pereira de Omena e Silva

VICE-INTENDENTE: Francisco Ferreira Ferro

 

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Pedro Pierre Dantas Barreto

MEMBROS               : José Caetano de Moraes Filho;

                                     José Joaquim do Nascimento;

                                     Colimério Eusébio da Silva Pereira;

                                     José Francisco Bezerra de Jesus;

                                     Levino Alves do Espírito Santo;

                                     Joäo Batista Carneiro; e

                                     José de Souza Duarte.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

 

20ª - LEGISLATURA

1903 à 1905

 

Foram  os seguintes palmeirenses eleitos para este mandato:

 

INTENDENTE          : Antero Correia de Amorim

VICE-INTENDENTE: Manoel Antônio de Oliveira

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Pedro Pierre Dantas Barreto

MEMBROS               : Joäo Batista Carneiro;

                                     José de Souza Duarte;

                                     José Joaquim do Nascimento;

                                     Colimério Eusébio da Silva Pereira;

                                     Joäo Francisco Bezerra de Deus;

                                     Levino Alves do Espírito Santo; e

                                     José Caetano de Moraes Filho.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

Com autorizaçäo do Congresso do Estado de Alagoas, o Conselho Municipal alienou uma casa do major Joaquim da Rocha Guedes, para pagamento de impostos atrasados. O referido major já havia falecido.

 

 

21ª - LEGISLATURA

1905 à 1907

 

Na posse dos eleitos para este mandato, estavam presentes as seguintes autoridades: major José Vieira de Brito, juiz substituto; José Helvécio de Souza, promotor público; Cândido Pereira de Omena e Silva, suplente de juiz federal; Abílio Dantas Barreto, adjunto de promotor da república e o juiz do distrito da cidade, Alfredo Correia de Amorim. Os palmeirenses eleitos foram os seguintes:

 

INTENDENTE          : Antônio Pinto de Araújo

VICE-INTENDENTE: Joäo Francisco Bezerra de Deus

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Pedro Pierre Dantas Barreto

MEMBROS               : Joäo Batista Carneiro;

                                     Levino Alves do Espírito Santo;

                                     José de Souza Duarte;

                                     Colimério Eusébio da Silva Pereira;

                                     José Joaquim do Nascimento;

                                     José Caetano de Moraes Filho; e

                                    Antero Correia de Amorim(Sete dos oito conseguiram                                                        reeleiçäo)

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

O vigário da freguesia, cônego Joäo Guimaräes Lessa, fundou a Escola Nossa Senhora do Amparo, que funcionou na capela do Rosário, na Matriz e o abrigo de Säo Vicente, onde existe hoje o Ginásio Sagrada Família. No dia 20 de janeiro de 1905, o conselheiro Joäo Batista Carneiro, requereu que se oficiasse ao governador, mandando sustar a Resoluçäo Nº 412 de 1904, que fixava os novos limites entre Victória (Quebrangulo) e Palmeira dos Indios. Como a Resoluçäo impôs limites sem ouvir o Conselho Municipal, foi taxada de inconstitucional. As autoridades quebrangulenses, estavam ilegalmente policiando e cobrando impostos nos sítios de Caldeiräo de Baixo, Gravata-Assú, Anum e Caranguejo, zonas reconhecidamente palmeirenses há mais de cem anos. Em maio, por näo haver o governador anulado a Resoluçäo Nº 412, o Conselho Municipal redigiu uma representaçäo ao Congresso do Estado, muito substanciosa, analisando historicamente a posse palmeirense sôbre os territórios em litígios, agora indebidamente sob jurisdiçäo de Quebrangulo. Infelizmente o Congresso näo acolheu a reivindicaçäo. Em princípios de 1906, houve eleiçäo para presidente do Conselho, sendo reeleito o conselheiro Pedro Pierre Santas Barreto. No dia 26 de outubro de 1906, aconteceram eleiçöes para renovaçäo do Intendente e do Conselho Municipal.

 

 

22ª - LEGISLATURA

1907 à 1909

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : Clarindo Correia de Amorim

VICE-INTENDENTE: Joäo Francisco Bezerra de Deus

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Pedro Pierre Dantas Barreto

MEMBROS               : Antero Correia de Amorim;

                                     Joäo Batista Carneiro;

                                     José de Souza  Duarte;

                                     Manoel Marques de Vasconcelos Ramos;

                                     José Caetano de Moraes Filho;

                                     José Constant de Amorim; e

                                     Antônio Pinto de Araújo.

SUPLENTES             : José Joaquim do Nascimento;

                                     José Pantaleäo da Silva; e

                                     Oscar Lins.

 

Por renuncia de dois conselheiros, houve eleiçäo em maio, dela resultando eleitos Joäo Durval de Amorim e Enéas da Silva Barros. No dia da posse, estavam presentes essas autoridades: Cândido Pereira de Omena e Silva, juiz do Distrito, Marçal José de Oliveira, tabeliäo público, José Ramos de Vasconcelos, escriväo do Registro Civil e Manoel Correia da Silva Donato, juiz do quarto distrito. Em 05 de abril, José Constant de Amorim conseguiu aprovaçäo para um projeto seu, proibindo a criaçäo de cabras soltas na cidade, mesmo sem cangas. Foi criada a feira do Bonifácio.

 

Em 16 de abril, por haver assumido o Comissariado de Polícia, José de Souza Duarte renunciou o mandato, e Antônio Pinto de Araújo, também. Foram marcadas eleiçöes para preenchimento das vagas no dia 19 de maio, de que resultaram eleitos os senhores Joäo Durval de Amorim e Enéas da Silva Barros. Os eleitos tomaram posse no dia 15 de julho. Depois, os dois eleitos foram nomeados, respectivamente, Coletor e Escriväo Federal. Em vista disto, José Constant de Amorim marcou nova eleiçäo para os cargos vacantes. Elegeram-se José Joaquim do Nascimento e José Pantaleäo da Silva. Tomaram posse no dia 27 de setembro.

 

O Conselho Municipal reuniu-se especialmente para homenagear o dr. Alípio Minervino da Silva, ex-juiz de Direito da Comarca, pela sua aposentadoria. Joäo Durval de Amorim denunciou ao Conselho que Pedro Pierre Dantas Barreto havia faltado a suas reuniöes consecutivas e sem causa justificada. Segundo o artigo Nº 07 da lei Nº 08 de 13 de maio de 1892, deveria ter o mandato cassado. O conselho acolheu a denuncia, e marcou eleiçäo para o dia 16 de agosto. A vaga foi preenchida por Oscar Lins, que obteve 308 sufrágios.

 

 

23ª - LEGISLATURA

1909 à 1911

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : Leopoldo da Costa Duarte

VICE-INTENDENTE: Pedro Soares da Mota

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Clarindo Correia de Amorim

MEMBROS               : José Paulo da Silva;

                                     José Elesbäo Duarte;

                                     Heráclio Duarte Cavalcante;

                                     José Pantaleäo da Silva;

                                     Umbelino Alves Machado; e

                                     José Pinto de Resende.

SUPLENTES             : Desconhecidos.

 

Antônio Joaquim Duarte apresentou moçäo no sentido de ser permitida a reeleiçäo do governador Euclides Malta, agora no fim do mandato para um novo período. Em 1909, o dr. José Helvécio de Souza, promotor público, fundou o externato Säo José.

 

 

24ª - LEGISLATURA

1911 à 1913

 

Foram os seguintes palmeirenses eleitos para este mandato:

 

INTENDENTE          : Clarindo Correia de Amorim

VICE-INTENDENTE: Belarmino Teixeira Cavalcante

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Leopoldo da Costa Duarte

MEMBROS               : Pedro Soares da Mota;

                                     Heráclio Duarte Cavalcante;

                                     Alcides de Souza Moreira;

                                     Antônio Joaquim Duarte;

                                     Antônio Calixto de Oliveira;

                                     José Paulo da Silva; e

                                     Avelino da Silva Pimentel.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

Em 27 de outubro de 1911, Belarmino Teixeira Cavalcante assumiu o poder, no impedimento de Clarindo Amorim, o titular, que näo mais voltou. O vice-intendente em exercício, remeteu em novembro, Postura Orcamentária para o ano de 1912. Nela, o sr. Belarmino comentou o péssimo estado financeiro do município e, inclusive, denunciar o sr. Clarindo Amorim por haver deixado a municipalidade completamente arrasada, devendo a funcionários e ao comércio. A cidade e a administracçäo estavam em estado caótico. A iluminaçäo pública, de candeeiro a querosene, estava deficiente, e muitos deles imprestáveis. Medidas e pesos haviam desaparecidos. O açougue público precisava de reformas urgentes e inadiáveis. A par disso, o município estava sendo afetado por uma sêca de grandes proporçöes. E, o pior, as cobranças de impostos näo eram feitas com honestidade. Em 1912, Leopoldo Duarte, foi reeleito presidente do conselho. No fim do ano, o conselho aprovou a prestaçäo de contas do intendente, a partir de 26 de outubro de 1911 até o fim do ano de 1912, data de sua posse e fim do mandato. Quanto ao período de 07 de janeiro a 26 de outubro de 1911, de responsabilidade de Clarindo Amorim, o conselho aprovou, por näo constatar sérias irregularidades.

 

 

25ª - LEGISLATURA

1913 à 1915

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : Luiz Pinto de Andrade (3º Mandato)

VICE-INTENDENTE: José Francisco Ferro

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Leopoldo da Costa Duarte (1913)

                                     José Tobias da Costa Filho (1914)

MEMBROS               : Luiz Ferreira de Souza;

                                     Antônio Simplício Damasceno;

                                     José Tavares da Rocha Guedes;

                                     Sebastiäo Inácio de Lima;

                                     Hermógenes Monteiro Rebêlo; e

                                     Antero Correia de Amorim.

SUPLENTES             : Tertuliano de Gois Canuto;

                                     Manoel Barbosa da Silva Sobrinho; e

                                     Colimério Eusébio da Silva Pereira.

 

Em maio de 1913, comerciantes de Palmeira de Fora, solicitaram a mudança do local da feira. A política, entretanto, entrou no meio. O conselho se dividiu. Havendo empate na votaçäo, o presidente através do voto de Minerva, votou pela mudança. Leopoldo da Costa Duarte e Luiz Ferreira deixaram de comparecer a duas sessöes consecutivas, sem motivo justificado. Hermógenes Monteiro requereu a perda de mandato para os faltosos. O conselho acolheu o requerimento. Foram marcadas, entäo, eleiçäes para o preenchimento das vagas em 30 de junho. Marçal Oliveira, em 07 de junho, foi nomeado Tesoureiro da Intendência. Na eleiçäo de 30 de junho, foram eleitos Colimério Eusébio da Silva Pereira e Tertuliano de Gois Canuto, para preencher as vagas abertas pela cassaçäo dos mandatos dos dois conselheiros.

 

José Tobias da Costa Filho e Antero Correia de Amorim renunciaram os mandatos por causa da politicalha nas votaçöes do conselho, no dia 23 de julho de 1913. No dia 23 de setembro, Colimério Eusébio da Silva Pereira apelou para seus pares, no sentido de näo aceitarem as renuncias de José Tobias da Costa Filho e Antero Amorim, sendo o apêlo aprovado por unanimidade. Em 05 de janeiro de 1914, José Tobias da Costa Filho voltou a presidir o Legislativo palmeirense.

 

Tertuliano de Gois Canuto propôs que a municipalidade contribuisse com a importância de cem mil réis para a construçäo da estrada rodoviária Palmeira / Santana do Ipanema, iniciada por Delmiro Gouveia. Para tanto, sugeriu a extinçäo do cargo de advogado da municipalidade. Com os vencimentos deste e mais uma porcentagem dos impostos sôbre gado vacum e suínos, seria possível juntar-se a importância proposta. Foi aprovada.

 

 

26ª - LEGISLATURA

1915 à 1917

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

INTENDENTE          : José Tobias da Costa Filho

VIVE-INTENDENTE: Francisco Gomes da Silva Pinto

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Tertuliano de Gois Canuto

MEMBROS               : Francisco Cavalcante;

                                     Manoel da Rocha Barros;

                                     José Caetano de Moraes Filho;

                                     Colimério Eusébio da Silva Pereira;

                                     Capitulino José Vasconcelos; e

                                     Antônio Simplício Damasceno.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

José Vieira de Brito foi nomeado Tesoureiro da municipalidade. No dia 25 de fevereiro, foi remetido telegrama ao Governador, comunicando estar grassando epidemia de varíola nas imediaçöes da cidade, e pedindo providências. Ainda neste mês, foi celebrado contrato com a firma Goular & Cia para ela fornecer cinquenta suportes de ferro para a iluminaçäo pública. O inspetor de Higiene, dr. Osvaldo Sarmento, comunicou que o estado concorrerá com metade das despesas sôbre medicamentos para os variolosos. Foi passado telegrama ao administrador dos Correios reclamando irregularidades na chegada do estafeta, e o conselho aprovou lei proibindo o comércio funcionar aos domingos e dias santificados.

 

Em março, foi oficializado ao governador, dispensando o guarda-sanitário Armando do serviço de tratamento de variolosos, bem como o auxílio oferecido. Corrigindo decreto anterior, a municipalidade voltou a permitir a abertura de padarias aos domingos e feriados nos seguintes horários: de 06:00 às 10:00 e das 18:00 às 21:00 horas. O conselho tomou conhecimento da eleiçäo do dr. Joäo Batista Accioly para governador do estado e o coronel Francisco da Rocha Cavalcante para vice-governador.

 

Em 14 de julho, o Intendente recebeu telegrama do Governador, nestes têrmos: "Recebi reclamaçäo de Leo Wanderley e Júlio Amorim haver fôrça pública atentado contra liberdade de comércio. Confio vosso critério qualquer emergência.

 

 

Afetuosas saudaçäes. Batista Accioly". No dia seguinte, o intendente respondeu assim: " Respondendo vosso telegrama de ontem sôbre Leo Wanderley e Júlio Amorim, julgo-o improcedente. Havendo escassez de farinha na feira, mandei, autorizado pelo artigo nº 04 do Código de Postura, fiscal proibir venda atacado, tendo o último se opôsto, concitando povo a desrespeitar ordens. Requisitei quatro praças embaladas para acompanharem o fiscal, aludido serviço.  Ao chegar local feira improvisada por Júlio Amorim, sargento foi insultado por Antônio Amorim, näo resultando conflito devido atitude prudente do militar. Näo duvidarei estes fatos se reproduzam, devido pouco caso faziam meus antecessores administraçäo, de modo que hoje qualquer indivíduo se julga com direito desmoralizar govêrno municipal. Atenciosas saudaçöes, José Tobias da Costa Filho". Em agôsto, registraram-se vários casos de peste bubônica. Veio o dr. Osvaldo Sarmento para coordenar trabalho de combate a terrível febre. Uma das medidas foi determinar que a populaçäo queimasse mato verde a porta de casas, para evitar a presença de mosquito. Em 25 de agôsto, o intendente telegrafou ao governador comunicando haver já dispendido 1.637$920 réis, competindo ao estado indenizar. E acrescentou já näo dispor de recursos para empregar em medidas profiláticas, visto o mau estado sanitário da cidade.

 

Chegou carta do dr. Aurélio Brandäo confirmando ser mesmo peste bubônica o mal que estava atacando a populaçäo da cidade. O povo ficou alarmado. Várias famílias deixaram o município. O comércio ameaçou fechar. Morriam diariamente três a quatro pessoas. Bibiano Goivinho, encarregado do cemitério, näo suportando o pêso do trabalho e por recear contaminaçäo, pediu exoneraçäo. Foi substituido por Sabastiäo Ferreira da Silva. Em 03 de julho de 1916, o intendente, suspeitando irregularidades na tesouraria municipal, nomeou comissäo para examinar a escrita e o saldo financeiroem caixa. Emvez de 945$770 réis que deveriam existir, só foram encontrados duzentos e dezesseis mil réis, com desfalque portanto de 729$770 réis. Neste mesmo dia o intendente suspendeu José Vieira de Brito do cargo de tesoureiro, concedendo-lhe um prazo irrevogável de vinte e quatro horas para repor a importância. No dia seguinte foi definitivamente exonerado José Vieira de Brito e, para substituí-lo, foi nomeado Cícero da Silva Pereira. Em setembro, Cícero Pereira foi exonerado a pedido e José Marques da Silva o substituiu.

 

Em razäo de o governador näo ter recebido o intendente em audiência, lá no palácio em Maceió, José Tobias da Costa Filho remeteu-lhe telegrama comunicando-lhe haver renunciado o cargo, juntamente com todo conselho municipal e, também, os membros das mesas eleitorais. Faltava pouco mais de um mês para o término de seu mandato. O governador, em razäo da renúncia, nomeou uma junta para dirigir os destinos de Palmeira dos Indios de 10 de dezembro de 1916 à 07 de janeiro de 1917, assim constituída: Francisco Cavalcante, Leopoldo da Costa Duarte, Sebastiäo Ramos de Oliveira, Pedro Soares da Mota, José Vieira de Brito, Manoel da Rocha Barros, José Francisco Ferro e Francisco Joaquim do Espírito Santo Moura. Um desprestígio para o intendente renunciante, visto a junta estar composta, na maioria, por inimigos seus politicamente. Francisco Cavalcante foi eleito presidente da junta.

 

 

 

27ª - LEGISLATURA

1917 à 1919

 

Com a realizaçäo das eleiçöes, foram os seguintes os palmeirenses eleitos e empossados:

 

INTENDENTE          : Colimério Eusébio da Silva Pereira

VIVE-INTENDENTE: Antônio Calixto de Oliveira

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Tertuliano de Gois Canuto

MEMBROS               : Elesbäo Alves de Barros;

                                     José Alves da Costa;

                                     Manoel Barbosa Leite;

                                     José Pauferro de Oliveira;

                                     Manoel da Rocha Barros;

                                     José Muniz da Costa;

                                     Joäo Duarte de Mendonça; e

                                     Anatólio Cavalcante.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

Neste mandato foram criadas duas escolas municipais: uma na cidade e outra no sítio Pau-Sangue. Em 26 de janeiro, foi aprovada lei concedendo uma verba de 25$000 Réis para instalaçäo do Bispado de Palmeira. Em abril, foi novamente mudado o local da feira-livre de Palmeira de Fora, sendo agora localizada defronte da casa do cidadäo Braga, e ficou a intendencia autorizada a construir uma ponte sobre o riacho Cafurna, onde e hoje a rua Antonio Matias. Foi criada feira-livre no povoado Bonifácio, mas foi extinta a de Palmeira de Fora. Criou-se outra feira em Palmeira dos Indios, a de quarta-feira. Em fevereiro de 1917, o intentente sancionou lei proibindo o criatório de ovelhas e cabras nos terrenos do extinto aldeamento xucurú/karirí, mas permitia a cada chefe de família ter uma cabra de leite para alimentaçäo de filhos menores, desde que fôsse mantida amarrada.

 

 

28ª - LEGISLATURA

1919 à 1921

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : Lauro de Almeida Lima

VICE - INTENDENTE: Francisco Cavalcante

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Manoel da Rocha Barros

MEMBROS               : Miguel Monteiro de Araújo;

                                     José Marques da Silva Filho;

                                     Joäo Paes Cavalcante;

                                     Manoel Barbosa da Silva Sobrinho;

                                     Manoel Correia de Barros Lima; e

                                     Manoel Adolfo Pinto.

SUPLENTES             : Desconhecidos.

 

Em fevereiro, o intendente Lauro de Almeida Lima apresentou relatório, acusando seu antecessor de nada haver realizado em benefício do município, e que era plano seu, reconstruir o paredäo do açúde do Goití, destruído pelas chuvas torrenciais do dia 28 de maio de 1918, e aterrar as enormes crateras nos leitos das ruas provocadas pelas águas que descem da serra Boa Vista. O intendente oficiou ao governador encarecendo a anulaçäo da Resoluçäo Nº 412 de 1904, que anexou à Quebrangulo vários sítios que secularmente faziam parte do território palmeirense. Em julho, Francisco Cavalcante congratulou-se pelo fim a primeira guerra mundial, selado pelo tratado de Versaille. Foi inaugurado o serviço de iluminaçäo elétrica da cidade, a motor diesel.

 

Ainda em 1920 assumiu o paroquiato o padre Francisco Xavier de Macêdo à 12 de março, que faleceu no dia 29 de dezembro de 1963, tendo governado a freguesia por 43 anos.

 

 

29ª - LEGISLATURA

1921 à 1923

 

Foram eleitos e empossados os seguintes palmeirenses nesta eleiçäo:

 

INTENDENTE          : Francisco Cavalcante

VIVE - INTENDENTE: Luiz Ferreira de Souza

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Manoel da Rocha Barros

MEMBROS               : Manoel Correia de Barros Lima;

                                     José Tobias Duarte;

                                     Joäo Paes Cavalcante;

                                     José Marques da Silva Filho;

                                     Lauro de Almeida Lima; e

                                     Saturnino José de Medeiros.

SUPLENTES             : Desconhecidos

 

Em 1921 funcionou o Cine Helvética, de propriedade do senhor Crisanto Soares. Em 1922, Antônia Macêdo, irmä do padre Francisco Xavier de Macêdo, fundou o Externato Santa Terezinha do Menino Jesus.

 

 

 

 

 

30ª - LEGISLATURA

1923 à 1925

 

Para este mandato foram eleitos pelo voto direto do povo e empossados, os seguintes palmeirenses:

 

INTENDENTE          : José Caetano de Moraes Filho

VICE - INTENDENTE: José Tobias Duarte

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE           : Lauro de Almeida Lima

MEMBROS               : Manoel da Rocha Barros

                                     José Marques da Silva Filho;

                                     Manoel Correia de Barros Lima;

                                      Francisco Cavalcante;

                                     José de Souza Duarte;

                                     Luiz Ferreira de Souza; e

                                     Francisco Bezerra de Jesus.

SUPLENTES             : Desconhecidos.

 

Luiz Ferreira de Souza, Joäo Francisco Bezerra de Deus, José de Souza Duarte e Francisco Cavalcante, por haverem faltado a duas reuniöes consecutivas, perderam o mandato.  Para substituí-los foram eleitos: Manoel Correia Sampaio, José Alfredo de Amorim, Joäo Camilo Feitosa e Manoel Augusto Canuto. No ano de 1924, o senhor Olival Lins fundou o estabelecimento educativo Ateneu Palmeirense.

 

 

31ª - LEGISLATURA

1925 à 1928

 

A partir desta legislatura, o nome intendente e do vice foram alterados. Passaram a se chamar e Prefeito e Vice-Prefeito:

 

PREFEITO                : Lauro de Almeida Lima

VICE - PREFEITO   : Manoel Sampaio Luz

 

CONSELHEIROS

PREDIDENTE                      : José Caetano de Moraes Filho

MEMBROS               : José Tobias Duarte;

                                     José Alfredo de Amorim;

                                     José Marques da Silva Filho;

                                     Manoel Correia de Barros Lima;

                                     Manoel da Rocha Barros;

                                     Joäo Alves Feitosa;

                                     Manoel Ibiapino da Mota;

                                     Manoel Augusto Canuto; e

                                     Ulisses de Souza Barbosa.

SUPLENTES             : Luiz Ferreira de Souza;

                                     Miguel Monteiro de Araújo; e

                                     Capitulino José Vasconcelos.

 

No dia 22 de fevereiro de 1926, num dia de segunda-feira, ao primeiro horário, foi assassinado o prefeito Lauro de Almeida Lima. Para terminar o mandato, assumiu Manoel Sampaio Luz, até 07 de janeiro de 1928. Neste mandato foi inaugurado o primeiro serviço de água potável da cidade de Palmeira dos Índios, de propriedade do senhor Idalino Araújo.

 

 

32ª - LEGISLATURA

1928 à 1930

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                : Graciliano Ramos de Oliveira

VICE - PREFEITO   : José Alcides de Moares

 

CONSELHEIROS

PRESIDENTE                       : Francisco Cavalcante (1928)

                                   : Salustiano Veríssimo de Souza Branco (1929)

MEMBROS               : Brauúio Xavier Montenegro;

                                     José Pinto de Barros;

                                     Miguel Monteiro de Araújo;

                                     Manoel Correia de Barros Lima;

                                     Aristides Mota Accioly;

                                     Antônio Joaquim Duarte;

                                     Ranulfo Saraiva Cavalcante; e

                                     Capitulino José Vasconcelos.

SUPLENTES             : Desconhecidos.

 

O vice-prefeito José Alcides de Moraes, desentendendo-se com o prefeito, renunciou o mandato. Em 1928, Graciliano Ramos de Oliveira publicou o novo Código Municipal, aprovado pela Resolução de Nº 179 de 22 de agosto de 1928. O Código trazia muita coisa de um anterior, de 1865. O artigo 50 do Código de Graciliano Ramos decretava: "É proibido mendigar”. Graciliano, para ocupar um cargo de relevo no estado a convite do governador, renunciou o mandato em 10 de abril de 1930. Salustiano Veríssimo de Souza Branco, então presidente da Câmara de Conselheiros, assumiu a função até o mês de outubro, quando foi deposto pela Revolução de1930. Arevolução declarou extintos todos os mandatos. Deste ano até 1936, os prefeitos foram nomeados. Antes de deixar o mandato, Graciliano Ramos construiu a estrada Palmeira / Cacimbinhas e construiu mais três escolas municipais.

 

REVOLUCAO DE 1930

PERIODO DE 1930 à 1936

1930 – Manoel Sampaio Luz foi nomeado Prefeito, onde ocupou o cargo por apenas dezesseis dias;

 

1930 – Foi  nomeado para a Prefeitura Municipal de Palmeira dos Índios o senhor Pedro Soares da Mota, cuja gestão compreendeu o período de 02 de setembro de 1930 à fevereiro de 1933;

 

1933 – Para o período de fevereiro de 1933 ao mesmo mês de 1934, foi nomeado Prefeito de Palmeira dos Índios, o senhor Miguel Lopes da Costa Santos;

 

1934 – Neste ano foi nomeado Prefeito por apenas 45 dias, o senhor Aureliano Vargas Wanderley (nasceu em 05.04.1877 e faleceu em 10.10.1950);

 

1934    - No dia 16 de abril de 1934 à 06 de janeiro de 1936, foi nomeado Prefeito para dirigir os destinos da cidade de Palmeira dos Índios, o major Antônio Pantaleão. Ao assumir, encontrou em caixa apenas 700$000 réis, para uma dívida de oito contos e seiscentos mil réis. Em sua gestão construiu:852 metros quadradosde calçamento sobre o paredão do açúde do Goití,1350 metros quadradosde meio fio e linha d'água pelas principais artérias da cidade,130 metros quadradosde passeio na Praça Costa Rêgo (Hoje Praça Moreno Brandão) e1300 metros quadradosde aterro. Iniciou a construção da Praça São Pedro, prolongou as ruas Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto em direção da estação ferroviária, reorganizou a Banda Municipal, comprando novos instrumentos, criou escolas na cidade de Palmeira, em Cacimbinhas e Palmeira de Fora, passando agora o município a ter doze escolas. Recriou a feira livre de Palmeira de Fora e comprou terreno para nele se construir o Grupo Escolar Almeida Cavalcante. Inaugurou o serviço de iluminação publica de Cacimbinhas, de propriedade do senhor Oscar Juvêncio de Amorim.

 

 

33ª - LEGISLATURA

1936 à 1937

 

Após a Revolução de 1930, foram os seguintes palmeirenses eleitos pelo voto direto de povo:

 

PREFEITO                : Álvaro Correia Paes

VIVE - PREFEITO   : Não teve Vice

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Aureliano Vargas Wanderley

MEMBROS               : Humberto Correia Mendes;

                                     Ananete Lima de Macêdo (Primeira mulher palmeirense eleita

                                     (Vereadora);

                                     José de Souza Soares;

                                     Mário Leite da Costa;

                                     Leopoldo Leo Wanderley;

                                     Eloi Barbosa de Abreu;

                                     José Pinto de Barros;

                                     Pedro Rodrigues Gaia; e

                                     Gaudêncio do Espírito Santo Moura.

SUPLENTES             : Salustiano Veríssimo de Souza Branco; e

                                    Luiz Amorim da Costa (Este em eleição suplementar foi                                                     derrotado por Eloi Barbosa de Abreu).

 

Álvaro Correia Paes renunciou o mandato para ser Secretário da Fazenda de Alagoas. Assumiu Aureliano Vargas Wanderley. Havendo depois eleições para completar o mandato do prefeito renunciante, foi eleito Juvenal Brena Wanderley, onde antes de assumir, teve o mandato cassado, juntamente com todos os vereadores, pelo golpe de 1937, o chamado Estado Novo.

 

 

ESTADO NOVO

1937 à 1948

 

1937 à 1941- Foi nomeado prefeito o senhor Francisco Cavalcante (Foi vice-governador ao tempo de Alvaro Correia Paes). Em sua gestäo construiu meio-fio nas principais ruas da cidade, fêz a Praca das Casuarinas (Hoje, Francisco Cavalcante em sua homenagem) e a Praça Säo Pedro. Construiu a estrada rodoviária Palmeira / Bom Conselho-Pe. Odon Braga, Secretário da Prefeitura, exerceu interinamente o cargo, na ausência do Titular.

 

1941 à 1947    - Para este mandado foi nomeado o senhor José Pinto de Barros. Este  prefeito deu início a arrancada palmeirense para o desenvolvimento. Construiu a Praça da Independência e calçou várias ruas.

 

1947 à 1948    - Foi nomeado para este mandato o professor José Limeira Filho.

 

1948               - Para este mandato foi nomeado o senhor Antônio Augusto de Barros, que renunciou para assumir o cargo de Delegado de Polícia. Em seu lugar, assumiu Maria Consuelo Monte Acioli (Primeira prefeita da cidade de Palmeira dos Indios), que ocupava o cargo de Secretária Municipal. Pedro Rodrigues Gaia, como Presidente da Câmara de  Vereadores de Palmeira dos Indios, assumiu a prefeitura por algumas horas, até a posse de Manoel Passos Lima, primeiro prefeito eleito após a queda do Estado Nôvo.

 

 

REDEMOCRATIZACAO

34ª - LEGISLATURA

1948 à 1951

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                : Manoel Passos Lima (11.01.1948 à 31.01.1951)

VICE - PREFEITO   : Näo havia o cargo de Vice-Prefeito

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Pedro Rodrigues Gaia (03.03.1948 à 14.04.1948). Com a

                                     eleiçäo suplementar de 04.04.1948, perdeu o mandato,

                                     passando a condiçäo de Suplente.

                                      José Paulo da Silva - (14.04.1948 à 12.05.1948) Exercício

                                     Manoel Sampaio Luz (12.05.1948 à 31.01.1951)

MEMBROS               : José Paulo da Silva;

                                     José de Souza Soares;

                                     Manoel Sampaio Luz;

                                     Milton Nilo de Barros;

                                     Salustiano Veríssimo de Souza Branco;

                                     Aristeu Teixeira Cavalcante;

                                     Ernesto Ferreira da Silva;

                                     Aristeu Arruda e Silva; e

                                     Luiz Amorim da Costa.

SUPLENTES             : Joäo Elias das Neves; e

                                     Pedro Rodrigues Gaia.

 

O vereador Luiz Amorim da Costa, como Presidente da Câmara, assumiu a Prefeitura Municipal, quando da viagem do titular, como também, Manoel Sampaio Luz. O suplente Joäo Elias das Neves assumiu no dia 19.09.1949, por licença de Manoel Sampaio Luz (Juca Sampaio). O prefeito Manoel Passos Lima foi dos mais dinâmicos chefes do executivo municipal. Em matéria de educaçäo, chegou a colocar Palmeira dos Indios no 1º lugar, em todo o nordeste do Brasil, proporcionalmente a sua populaçäo. De 13 escolas municipais que encontrou, deixou 65. Quintuplicou o número delas. Um feito elogiável. Estas foram as principais realizaçöes deste prefeito: criou as Diretorias de Educaçäo e da Receita, adquiriu moderno serviço de som para transmitir para a populaçäo as leis e decretos aprovados pela Câmara e sancionados, melhorou os serviços de iluminaçäo pública do Coité, Igaci, Cacimbinhas e Minador do Negräo. Construiu açúdes e postos policiais nestas mesmas localidades. Criou o serviço de Assistência Judiciária Gratuita para pessoas pobres, calçou a Praça Francisco Cavalcante e as ruas Costa Rêgo, Major Cícero de Gois Monteiro e a Praça do Açúde do Goití. Rasgou várias estradas pelo município. Isentou o pagamento de impostos os pobres que pretendiam construir casa própria e, inclusive, facilitou o transporte de material para a obra. Doou terreno para a construçäo do Hospital Santa Rita da Associaçäo Beneficente de Palmeira dos Indios, através do decreto-lei nº 3 de 04 de outubro de 1948.

 

 

 

 

 

35ª - LEGISLATURA

1951 à 1955

 

Para esta legislatura foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                : Manoel Sampaio Luz 31.03.1951 à 31.01.1956) Ficou a-

                                     fastado por um bom período para responder juri popular.

                                     Canuto da Mota Acioli (01.02.1951 à 31.03.1951)Exercício

                                     Canuto da Mota Acioli (04.09.1954 ä 31.01.1955) Interina-

                                     mente enquanto o prefeito respondia juri popular.

                                     José Paulo da Silva (01.02.1955 à 27.08.1955) Interinamen-

                                     te enquanto o prefeito respondia juri popular.

VIVE - PREFEITO   : Näo havia o cargo de vice-prefeito

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Canuto da Mota Acioli (01.02.1951 a 31.01.1955)

                                     José Paulo da Silva (01.02.1951 ä 31.03.1951 e de 04.09.1954

                                     à 31.01.1955) Interinamente.

MEMBROS               : Emerentino Araújo Costa;

                                     Canuto da Mota Acioli;

                                     José Paulo da Silva;

                                     Milton Nilo de Barros;

                                     Luiz Amorim da Costa;

                                     Antônio Ferreira da Silva;

                                     Manoel Tenório Loureiro;

                                     Aristeu Teixeira Cavalcant; e

                                     Otávio Barbosa da Silva.

SUPLENTES             : Paulo Correia da Silva;

                                     José de Almeida Araújo; e

                                     Eloi Barbosa de Abreu.

 

Canuto Mota Accioly, como prefeito em exercício (145 dias), sancionou a lei Nº 172, doando terreno para nele ser construído o Colégio Cristo Redentor, em 14.09.1954 e, pelos Decretos de Nº 43 e 44, encampou a Empresa Agro-Industrial Leobino Mota S.A. Construiu meio-fio nas ruas Marujo Ferreira de Castro, da Alegria (Hoje Joäo XXIII), Leopoldo Duarte e oitäo da Igreja de Nossa Senhora do Amparo.

 

 

36ª - LEGISLATURA

1955 à 1961

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                 : Remi Tenório Maia (01.02.1956 à (Nesta eleiçäo o tempo de  mandato para prefeito foi prorrogado para seis anos)

VICE - PREFEITO   : Nao havia o cargo de Vice-Prefeito

 

Remi Maia renunciou o mandato, para ocupar uma cadeira na Assembléia Legislativa de Alagoas. Para concluir o mandato, Robson Tavares Mendes foi eleito pela Câmara de Vereadores de Palmeira dos Indios. Este prefeito foi assassinado anos depois. Em seu pequeno período a rente do executivo municipal, Dr. Remy Maia calçou toda a extençäo da Av. Antônio Matias e parte da Av. Muniz Falcäo até seu encontro com a Al-316 na ponte sobre o pontilhäo da linha férrea.

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : José Paulo da Silva (01.02.1955 ä 31.01.1956)

                                     Celso Canuto da Gama (01.02.1955 à 27.08.1955) Interina-

                                     mente enquanto que o titular substituia o prefeito.

                                     Joäo Bezerra da Costa (01.02.1956 à 01.02.1958)

                                     Emerentino Araújo Costa (01.02.1958 à 01.02.1959)

MEMBROS               : José Paulo da Silva;

                                     Altamir Monteiro Cavalcante;

                                     Celso Canuto da Gama;

                                     Joäo Bezerra da Costa;

                                     José Rebêlo Torres;

                                     Emerentino Araújo Costa;

                                     Antônio Ferreira da Silva;

                                     Manoel Correia Sampaio; e

                                     Eloi Barbosa de Abreu (Faleceu em 1957)

SUPLENTES             : José Mendes Filho; e

                                     Luiz Amorim da Costa.

 

 

37ª- LEGISLATURA

1959 à 1963

 

Para ocupar a Câmara de Vereadores da cidade de Palmeira dos Indios, foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Paulo Correia da Silva

                                                                                                                                                                      José Paulo da Silva (01.02.1959 à 01.02.1961)

                                     Luiz Amorim da Costa (01.02.1961 à 01.02.1963)

MEMBROS               : Celso Canuto da Gama;

                                     Ernesto Ferreira da Silva;

                                     Hernestor Pimentel da Silva;

                                     José Rebêlo Torres;

                                     Canuto Mota Accioly; e

                                     José de Almeida Araújo.

SUPLENTES             : Emídio Tenório de Albuquerque;

                                     Severino de Cerqueira Branco;

                                     Aristeu Teixeira Cavalcante; e

                                     José Avelino Torres.

 

Paulo Correia da Silva, no dia da sua posse como presidente da Câmara de Vereadores, assumiu o mandato como prefeito em exercício.

 

 

MANDATO

1961 à 1966

 

PREFEITO                : José Rodrigues de Araújo

VICE - PREFEITO   : Minervo Fernandes Pimentel (Com este mandato foi                                                         restabelecido  o cargo de Vice-Prefeito).

 

Dentre as principais realizaçöes do prefeito José Rodrigues de Araújo, citamos a desapropriaçäo de um terreno para a construçäo da Estaçäo de Tratamento de Agua no Alto do Cruzeiro, três terrenos na rua Manoel Gomes para a construçäo de um reservatório para águas, outro grande terreno para a construçäo da sede do D.N.O.C.S. (Departamento Nacional de Obras Contra a Sêca), mais um terreno nas beatas para a construçäo da Estaçäo Abaixadora da CHESF. Construiu ainda, grupos escolares em Craíbas, Coruripe da Cal, Anum Velho, Serra Säo José e Sobradinho. Construiu um açúde na Serra da Mandioca. Construiu um cemitério em Canafístula e conservou estradas  do município. Ainda no govêrno de José Araújo, instalaram-se vários orgäos de alta importância para o município: DNOCS, CHESF e um novo serviço de água potável. Foi instalada a Diocese de Palmeira dos Indios, cujo primeiro bispo, dom Otávio Barbosa de Aguiar, tomou posse no dia 19 de agosto de 1962. Foi instalada a C.T.P.I. (Companhia Telefônica de Palmeira dos Indios) que teve o senhor Luiz B. Torres como seu primeiro presidente, permanecendo no cargo por 12 anos. Morreu o Monsenhor Francisco Xavier de Macêdo no dia 29 de dezembro de 1963. Ele nasceu em 03.01.1881 e foi pároco de Palmeira dos Indios de 12.03.1920 à 29.12.1963.

 

 

38ª - LEGISLATURA

1963 à 1967

 

Nesta eleiçäo foram eleitos para vereadores os seguintes palmeirenses:

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : José Duarte Marques (01.02.63 à 01.02.1964)

                                     José de Almeida Araújo (01.02.1964 à 01.02.1965)

                                     José Rebêlo Torres (01.02.1965 à 01.02.1967)

MEMBROS               : José Maia da Costa;

                                     Izídio Malta Filho (Sinhorzinho Malta);

                                     Gastäo Leäo Rêgo;

36

 

                                     Gervásio Raimundo dos Santos;

                                     José Avelino Torres; e

                                     Emídio Tenório de Albuquerque.

SUPLENTES             : Aberaldo Alves de Carvalho;

                                     José Vilarins da Luz;

                                     José Valdomiro Mota;

                                     Paulo Petronilo do Amaral;

                                     José Alves da Silva;

                                     José Tobias de Almeida;

                                     Canuto Mota Accioly;

                                     Paulo Correia da Silva;

                                     Ivan Bezerra Barros;

                                     José Dias de Araújo;

                                     Antônio Balbino da Silva; e

                                     José Paulo da Silva.

 

Os vereadores José Duarte Marques, José Maia Costa, Izídio Malta Filho e Gastäo Leäo Rêgo integravam o Movimento Renovador, que obteve expressiva vitória eleitoral, jamais alcançada por outros partidos em Palmeira dos Indios. O movimento foi criado três meses antes das eleiçöes. Näo aceitava filiaçäo de pessoas que antes tivessem feito parte de outras agremiaçöes políticas. Os vereadores do movimento näo recebiam subsídios, e com estes mantinham sete escolas.

 

 

MANDATO

1966 à 1970

 

PREFEITO                : José Duarte Marques (Jota Duarte)

VICE - PREFEITO   : Brivaldo de Araújo Medeiros, que assumiu a prefeitura apenas

                                     uma vez.

 

Palmeira dos Indios, foi escolhida pelo INDA para Município Modêlo. Criou a FACEPI, orgäo destinado a promover cultura, e o SERTURCE para incrementar o turismo. Construiu quatro escolas e restaurou outras sete. Foram aprovados o Hino Oficial, o Brasäo e a Bandeira do Município. A bandeira é de autoria do escritor Luiz B. Torres e de dr. José Delfim da Mota Branco. O Hino é de autoria de: Letra - Luiz B. Torres e do rábula José Rebêlo Torres; Música Luiz B. Torres e professor maestro José Gonçalves. Restaurou a Praça Kennedy, calçou a ponte do açúde do Goití e as ruas Chico Pinto e Marujo Ferreira de Castro. Colocou 1.010 postes para iluminaçäo elétrica da cidade e zona rural.  Instalou serviço de energia elétrica nos povoados: Estrêla, Serra de Säo José, Lagoa do Caldeiräo, Serra Boa Vista, Palmeira de Fora, Canafístula e Alto do Capela. Doou terrenos para uma repetidora de TV e Estaçäo de Microondas da TELASA. Construiu seis açúdes na zona rural e um abrigo para passageiros no campo de pouso de aviöes, no Moreira. Doou terreno para construçäo de casa no Jardim Brasil.

 

 

39ª - LEGISLATURA

1967 à 1970

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

VEREADOES

PRESIDENTE           : Vanutério Alexandre da Silva (01.02.1967 à 01.02.1968)

                                     Enéas Simplício Brandäo (01.02.1968 à 01.02.1970)

MEMBROS               : José Rebêlo Torres;

                                     Gervásio Raimundo dos Santos;

                                     José de Almeida Araújo;

                                     Emídio Tenório Albuquerque;

                                     José Avelino Torres;

                                      Abdias Raimundo da Silva;(Cassado por faltas) e

                                     Ivan Bezerra Barros, também cassado.

SUPLENTES             : Mário Alcântara Brandäo;

                                     José Dias de Araújo;

                                     Canuto Mota Accioly; e

                                     José Bispo da Silva.

 

 

MANDATO

1970 à 1973

 

Nesta eleiçäo foram eleitos os seguintes palmeirenses para o executivo municipal:

 

PREFEITO                : Minervo Fernandes Pimentel

VICE - PREFEITO   : Luiz Fernando de Barros

 

Dentre as principais realizaçöes do prefeito, esta a construçäo da praça defronte o Museu Xucurús, que hoje tem seu nome e uma ponte no bairro hoje denominado Minerväo, entre outras obras. Ampliou o cemitério da cidade.

 

 

40ª - LEGISLATURA

1970 à 1973

 

Nesta eleiçäo foram eleitos para a Câmara de Vereadores os seguintes palmeirenses:

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Enéas Simplício Brandäo (01.02.1970 à 01.02.1971)

                                     Dirceu de Oliveira Souza (01.02.1972 à 01.02.1973)

MEMBROS               : José de Araújo Leite (Pajeú); (renunciou)

                                     Emídio Tenório Albuquerque;

                                     Francisco José Sobrinho;

                                     Jorge Ferreira de Lima;

                                     Adelmo Farias Torres;

                                     Jaime Guimaräes Costa; e

                                     José Avelino Torres.

SUPLENTES             : Antônio Augusto Neves.

 

 

MANDATO

1973 à 1977

 

Para o executivo foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                : Jose Duarte Marques

VICE - PREFEITO   : Gileno da Costa Sampaio (Assumiu de 05.07.1976 à 08.09.1976)

 

Em seu segundo mandato, Jota Duarte criou a Festa da Pinha e do Amendoim, duas festividades que tem atraído turistas e motivado os agricultores a ampliarem suas áreas de plantio. Conseguiu que fôsse instalados telefones públicos em quase todos os povoados do município.

Doou terreno para a construçäo do Conjunto Habitacional Pedro Suruagy. Construiu estrada até o Cristo do Goití, com calçamento no início da subida, e prolongou-a até o Amaro. Eletrificou quase todos os povoados do município. Calçou parte do bairro do Cruzeiro, a avenida Graciliano Ramos, e as ruas Manoel Orígenes, Medeiros Neto e Salú Branco.

 

 

41ª - LEGISLATURA

1973 à 1977

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : José Rebêlo Torres (01.02.1973 à 01.02.1975)

                                     Emídio Tenório de Albuquerque (01.02.1975 à 01.02.1977)

MEMBROS               : José Osmando de Araújo;

                                     Adalberon Alves Duarte;

                                     Cícero Alves de Oliveira;

                                     Francisco José Sobrinho;

                                     José Alves Ferreira;

                                     José Tenório de Albuquerque; e

                                     Luiz Alberto Barros.

 

José de Almeida Araújo,  como Diretor de Administraçäo, foi quem passou o comando municipal para Enéas Simplício Brandäo, eleito prefeito.

 

 

MANDATO

1977 à 1983

 

Para o executivo municipal foram eleitos:

 

PREFEITO                : Enéas Simplício Brandäo

VICE - PREFEITO   : Denício Calixto de Oliveira (Assumiu de 01 à 30 de junho de

                                     1977)

 

Principais realizaçöes: Calçou 21 ruas, num total de61.579 metros quadrados, aplicou16.336 metroslineares de guias e sargetas, construiu11,852 metros quadradosde galerias de águas pluviais, contruiu uma ponte na rua Mestre Jáu, no bairro de Säo Francisco, um pontilhäo no Sítio Buenos Aires, dois bueiros na estrada do Coité e restaurou duas pontesem Anum Velhoe Bom Jardim. Ampliou e restaurou os cemitérios do Amaro, de Palmeira de Fora, da Lagoa do Rancho, do povoado Estrêla, da Lagoa dos Marianos e Anum Velho. Construiu 120 gavetas no cemitério Santo Amaro, na cidade. Construiu as praças Dom Otávio Aguiar e a que fica atrás do Museu Xucurús. Asfaltou boa parte da cidade. Edificou o Mercado Público e a Praça Humberto Mendes. Eletrificou vários povoados.

 

 

42ª - LEGISLATURA

1977 à 1983

 

Para a câmara de vereadores foram eleitos:

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Manoel Alcântara Brandäo (1977 à 1978 e de 1981 à 1983)

                                     Emídio Tenório de Albuquerque(1979 à 1980)

MEMBROS               : José Helenildo Ribeiro Monteiro;

  José Bispo da Silva;

                                     Paulo Bezerra Nunes;

                                     José Araújo Leite; (renunciou)

                                     Josefa Neusa Marques Luz (Segunda mulher vereadora)

                                     Paulo Cilas Cavalcante; (Morreu atropelado) e

                                     José Alves Feitosa.

SUPLENTES             : Paulo Antônio da Silva(Na renuncia de José Araújo Leite);

                                     Arcônso Teixeira de Assunçäo (Na morte de Paulo Cilas);

                                     Mário da Silva Furtado; e

                                     Alberto José de Almeida.

 

 

MANDATO

1983 à 1989

 

Nas eleiçöes deste ano foram eleitos para o executivo os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                : José Helenildo Ribeiro Monteiro

VICE - PREFEITO   : Ricardo Vitório (Assumiu o poder por alguns dias)

 

Estas foram as principais realizaçöes do prefeito a frente da prefeitura: Construiu a bonita praça da Independência, uma das mais elegantes do Estado. Limpou totalmente a bacia do açúde do Goití e construiu uma passarela em torno dele. Fêz calçadäo na Rua Fernandes Lima. Construiu a estátua do Cristo do Goití e iniciou a instalaçäo do Teleférico que vai do açúde até a cocuruta da serra do Goití. Construiu duas passarelas aos lados da ponte da REFESA na avenida Muniz Falçäo e calçou várias ruas. Iluminou e construiu arquibancadas no estádio de futebol Juca Sampaio.

 

 

43ª - LEGISLATURA

1983 à 1989

 

Foram os seguintes palmeirenses eleitos para a Câmara de Vereadores:

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Adalberon Alves Duarte (1983 à 1985)

                                     Arcônso Teixeira de Assunçäo(1985 à 1987)

                                     José Tenório de Albuquerque (1987 à 1989)

MEMBROS               : Geraldo Ribeiro Lima;

                                     Joäo Rosa Filho;

                                     José Francisco dos Santos;

                                     Josefa Neusa Marques Luz;

                                     Josué Barros de Goes(Profeta);

                                     Valdemar Tenório de Albuquerque; e

                                     Alberto José de Almeida(Faleceu).

SUPLENTES             : José Bispo da Silva (Falecimento de Alberto José de Almeida).

 

MANDATO

1989 à 1993

 

Para o executivo municipal foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

PREFEITO                : Gileno Costa Sampaio

VICE - PREFEITO   : Francisco José Sobrinho (Mais conhecido como Chico                    

                                     Fausto assumiu a prefeitura por alguns dias).

 

Principais realizaçöes do prefeito: Reconstruiu totalmente a Praça Minervo Pimentel, construiu a Praça Lauro de Almeida, reconstruiu a Praça Humberto Mendes e a Praça Säo Pedro. Construiu a praça Pedro Rodrigues Gaia no bairro Säo Francisco, a praça Jeca Leôncio e a praça Heloisa Sampaio no Conjunto Pedro Suruagy, em Palmeira de Fora. Estas realizaçöes referem-se apenas aos dois primeiros anos de mandato.

 

 

44ª - LEGISLATURA

1989 à 1992

 

Para a Câmara de Vereadores foram eleitos os seguintes palmeirenses:

 

VEREADOES

PRESIDENTE           : Francisco de Assis França (1989 à 1990)

                                     Ari José Sobrinho (1991 à 1992)

MEMBROS               : Pedro Rodrigues Gaia Neto;

                                     José Bispo da Silva;

                                     Antônio José Pereira da Fonseca;

                                     José Tenório de Albuquerque;

                                     Adalberon Alves Duarte;

                                     Francisco Barbosa da Silva;

                                     Sid Carlos Alves de Melo;

                                     Rui Guimaräes Costa; e

                                     Joäo Soares Pinto.

SUPLENTES             : Josué Barros de Goes (Profeta);

                                     Sebastiäo Firmo de Oliveira;e

                                     Josmário de Araújo Silva.

 

 

MANDATO

1993 à 1996

 

Para o Poder Executivo Municipal foram eleitos:

 

PREFEITO                :José Helenildo Ribeiro Monteiro

VICE-PREFEITO     :Edival Vieira Gaia Filho

 

 

45ª LEGISLATURA

1993 à 1996

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : José Tenório de Albuquerque (1993/1994)

                                   : Pedro Rodrigues Gaia Neto (1995/1996)

                                   : Ronaldo Correia dos Santos

MEMBROS               : Francisco de Assis de França

                                   : Antônio José Pereira da Fonseca

                                   : Ary José Sobrinho

                                   : Vicente Gomes Targino

                                   : Geraldo Ribeiro Lima Júnior

                                   : Cícero Leandro da Silva

                                   : Rodrigo Soares Gaia

                                   : Denisval Basílio Silva

                                   : Francisco Barbosa da Silva

SUPLENTES             : José de Oliveira Targino

                                   : Josué Barros de Góes

 

 

MANDATO

1997/2000

 

Para o Poder Executivo foram eleitos:

 

PREFEITA                : Maria José de Carvalho Nascimento

VICE-PRFEITO        : José Edson da Silva

 

46ª LEGISLATURA

1997/2000

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Manoel Alcântara Brandão (1997/1998)

                                   : Rui Guimarães Costa (1999)

                                     Rodrigo Soares Gaia (1999/2000)

                                   : Pedro Tavares da Silva (2000)

MEMBROS               : Vicente Gomes Targino

                                   : Antônio José Pereira da Fonseca

                                   : Cícero Leandro da Silva

                                   : Pedro Alberto de Araújo Toledo

                                   : Gilberto Vitório Cavalcante

                                   : Natércio Pereira Viana

                                   : Maria do Socorro Sá Bomfim

                                   : Denisval Basílio Silva

                                   : José Oliveira da Silva Filho

                                   : Josué Barros de Góes

                                   : Júlio César Permínio Tenório

SUPLENTES             : José Tenório de Albuquerque

                                   : José Maria França da Silva

 

 

 

MANDATO

2001/2004

 

Para o Poder Executivo foram eleitos:

 

PREFEITO                : Albérico Cordeiro da Silva

VICE-PREFEITO     : Francisco de Assis de França

 

47ª LEGISLATURA

2001/2004

 

VEREADORES

PRESIDENTE           : Vicente Gomes Targino (2001/2002)

                                   : Luiz Cavalcante Monteiro Júnior (2003/2004)

MEMBROS               : Marta Ângela Mendes Costa Gaia

                                   : Antônio José Pereira da Fonseca

                                   : Salomão Cavalcante Torres

                                   : Maria Souza de Queiroz

                                   : José Clovis Soares Leite

                                   : Maria Verônica Costa Medeiros

                                   : Manoel Alcântara Brandão

                                   : Denisval Basílio Silva

                                   : José Daciel Pereira de Amorim

                                   :  José de Oliveira Targino

                                   : Marcos André Monteiro de Almeida

                                   : Manoel Marques Luz

SUPLENTES             : José Agamenon Oliveira da Silva

 

 

 

Dados até 2003.

 

LUIZ B. TORRES

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RELAÇÃO DOS CHEFES

DO PODER EXECUTIVO

NA CIDADE DE

PALMEIRA DOS íNDIOS - ALAGOAS

 

IMPERIO

 

1838 à 1841    - Pe. Joäo Felisdônio

1841 à 1844    - Manoel Tavares Bastos

                           Manoel Antônio Pereira Júnior

1844 à 1846    - Manoel Antônio Pereira Júnior (2º mandato)

1847 à 1854    - Palmeira foi rebaixada a categoria de Distrito.

1854 à 1858    - José Cândido de Albuquerque Maranhäo

1858 à 1861    - Antônio Zacarias da Costa

1861 à 1864    - Felipe Tobias da Silva Pereira

1864 à 1868    - José Correia Paes Júnior

1868 à 1873    - Sabino José de Oliveira

                           Balbino Francisco Cavalcante

1873 à 1877    - Luiz Fernandes de Araújo Bezouro

1877 à 1881    - Luiz Fernandes de Araújo Bezouro (2º mandato)

                           Mizael Teixeira Leite

1881 à 1883    - Sabino José de Oliveira (2º mandato)

                           José Correia Paes Júnior (2º mandato)

1883 à 1887    - Manoel da Costa Duarte

1887 à 1890    - Leôncio de Holanda de Albuquerque Maranhäo

                           Gracindo de Oliveira Melo

                           Balbino Francisco Cavalcante (2º mandato)

 

 

REPUBLICA

 

1890 à 1892    - Luiz Pinto de Andrade

                           Belarmino Cavalcante Albuquerque(Em exercício)

1892 à 1895    - Sabino José de Oliveira (3º mandato)

1895 à 1897    - Luiz Pinto de Andrade (2º mandato)

1897 à 1899    - Cândido Ferreira de Omena e Silva

1899 à 1901    - Azarias Antônio da Silva Simplício

1901 à 1903    - Cândido Ferreira de Omena e Silva (2º mandado)

1903 à 1905    - Antero Correia de Amorim

1905 à 1907    - Antonio Pinto de Araújo

1907 à 1909    - Clarindo Correia de Amorim

1909 à 1911    - Leopoldo da Costa Duarte

1911 à 1913    - Clarindo Correia de Amorim (2º mandato) Renunciou

                           Belarmino Teixeira Cavalcante

1913 à 1915    - Luiz Pinto de Andrade (3º mandato)

1915 à 1917    - José Tobias da Costa Filho - Renunciou    

                           Francisco Cavalcante - Presidente da junta

1917 à 1919    - Colimério Eusébio da Silva Pereira

1919 à 1921    - Lauro de Almeida Lima

1921 à 1923    - Francisco Cavalcante (2º mandato)

1923 à 1925    - José Caetano de Moraes Filho

1925 à 1928    - Lauro de Almeida Lima (2º mandato) Assassinado

                           Manoel Sampaio Luz

1928 à 1930    - Graciliano Ramos de Oliveira - Renunciou

                          Salustiano Veríssimo de Souza Branco

 

 

REVOLUCAO DE 1930

 

1930                - Manoel Sampaio Luz (2º mandato)

1930                - Pedro Soares da Mota

1933                - Miguel Lopes da Costa Santos

1934                - Aureliano Vargas Wanderley

1934                - Antônio Pantaleäo

1936 à 1937    - Alvaro Correia Paes - Renunciou

                          Aureliano Vargas Wanderley (2º mandato)

                          Juvenal Brena Wanderley(Eleito mas näo assumiu)

 

ESTADO NOVO

 

1937 à 1941    - Francisco Cavalcanti (3º mandato)

                           Odon Braga - Em exercício

1941 à 1947    - José Pinto de Barros

1947 à 1948    - José Limeira Filho

1948                - Antônio Augusto de Barros - Renunciou

                           Maria Consuelo Monte Acioli - Primeira mulher prefeita

                           Pedro Rodrigues Gaia

 

 

REDEMOCRATIZACAO

 

1948 à 1951    - Manoel Passos Lima

                          Luiz Amorim da Costa - Em exercicio

                          Manoel Sampaio Luz - Em exercício

1951 à 1955    -Manoel Sampaio Luz(3º mandato)afastado para                                                      responder juri popular

                          Canuto Mota Accioly - Em exercicio

1955 à 1961- Remi Tenório Maia - Renunciou

                          Robson Tavares Mendes-Eleito pela Câmara dos                                        Vereadores

                          Paulo Correia da Silva - Em Exercício

1961 à 1966    - José Rodrigues de Araújo

                          Minervo Fernandes Pimentel - Em Exercício

1966 à 1970    - José Duarte Marques (Jota Duarte)

                           Brivaldo de Araújo Medeiros - Em Exercício

1970 à 1973    - Minervo Fernandes Pimentel

1973 à 1977    - José Duarte Marques (2º mandato)

                           Gileno Costa Sampaio - Em Exercício

1977 à 1983    - Enéas Simplício Brandäo

                           Denício Calixto de Oliveira - Em Exercício

1983 à 1989    - José Helenildo Ribeiro Monteiro

                           Ricardo Vitório - Em Exercício

1989 à 1993    - Gileno Costa Sampaio (2º mandato)

                            Francisco José Sobrinho - Em Exercício.

1993 à 1997 - José Helenildo Ribeiro Monteiro (2º mandato)

                            Edval Vieira Gaia Filho ( Em Exercício)

                            José Tenório de Albuquerque (Em exercício)

1997  à 2000 - Maria José de Carvalho Nascimento

2001 à  2004 – Albérico Cordeiro da Silva

                         Francisco de Assis de França (Em exercício)

                         Vicente Gomes Targino (Em Exercício)

LUIZ B. TORRES

 

 

 

 

 

 

 

44

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vereadores até 2000

 

A

Abdias Raimundo da Silva                           (1967)

Abelardo Alves de Carvalho                         (1963)

Adalberon Alves Duarte                               (1973)(1983)(1989)

Adelmo Farias Torres                                    (1970)

Adriäo de Oliveira Melo                               (1838)(1841)

Alberto José de Almeida                               (1977)(1983)

Alcides de Souza Moreira                             (1911)

Alexandre Leite do Amaral                           (1892)

Altamir Monteiro Cavalcante                                    (1955)

Amâncio Francisco Casado                           (1868)

Ananete Lima de Macêdo                             (1936)

Anatólio Cavalcante                                      (1917)

Antero Correia de Amorim                           (1897)(1899)(1905)(1907)(1913)

Antônio Augusto Neves                                (1970)

Antônio Balbino da Silva                              (1963)

Antônio Bernardo Resende Pinto                 (1858)

Antônio Calixto de Oliveira                          (1911)

Antônio Daniel de Souza                              (1838)(1841)

Antônio de Resende Pinto Veloso                (1838)(1854)

Antônio Evangelista Duarte                          (1854)(1858)

Antônio Ferreira da Silva                              (1951)(1955)

Antônio Inácio Alves                                    (1883)(1892)

Antônio Jacarias Vieira                                 (1895)

Antônio Joaquim de Souza                           (1861)(1864)

Antônio Joaquim Duarte                               (1911)(1928)

Antônio Joaquim Ferreira                              (1861)(1864)

Antônio Jorge de Araújo Barros                   (1854)(1881)(1892)

Antônio José de Oliveira                               (1873)(1892)

Antônio José Pereira da Fonseca                   (1989)(1993)(1997)

Antônio Leite da Silva Pinto                         (1854)(1858)(1861)

Antônio Leite de Araújo Sampaio                (1854)

Antônio Pereira Brainer                                 (1838)

Antônio Pinto de Andrade                            (1877)

Antônio Pinto de Araújo                               (1881)(1883)(1890)(1907)

Antônio Simplício Damasceno Júnior           (1841)(1844)

Antônio Simplício Damasceno                      (1913)(1915)

Antônio Tomé Mendes                                  (1854)

Antônio Zacarias Alves                                 (1881)

Antônio Zacarias da Costa                            (1841)

Aprígio Cirilo de Araújo Barros                    (1883)

Arcôncio Teixeira de Assunçäo                     (1977)(1983)

Ari José Sobrinho                                          (1989)(1993)

Aristeu Arruda da Silva                                (1948)

Aristeu Teixeira Cavalcante                          (1948)(1951)(1959)

Aristides Mota Accioly                                 (1928)

Avelino da Silva Pimentel                             (1911)

 

45

 

Aureliano Vargas Wanderley                        (1936)

Azarias Antônio da Silva Simplício              (1854)(1887)(1890)

B

Basílio de Medeiros Pinto                             (1868)

Belarmino Cavalcanti de Albuquerque         (1861)(1881)(1890)

Bertoldo de Araújo Medeiros                                   (1887)

Braúlio Xavier Montenegro                           (1928)

C

Caetano de Souza Pinto                                (1844)

Cândido José da Mota                                  (1854)(1858)(1873)

Cândido Pereira de Omena e Silva               (1887)(1892)(1895)

Canuto Mota Accioly                                    (1951)(1959)(1963)(1967)

Capitulino José Vasconcelos                         (1897)(1915)(1925)(1928)

Celso Canuto da Gama                                 (1955)(1959)

Cícero Alves de Oliveira                               (1973)

Cícero Leandro da Silva                                (1993)(1997)

Clarindo Correia de Amorim                         (1909)

Clementino Alves de Souza Mororó             (1883)

Colimério Eusébio da Silva Pereira               (1899)(1901)(1903)(1905)(1913)(1915)

D

Daniel Abreu Bezerra                                    (1997)

Denisval Basílio da Silva                               (1993)(1997)

Dirceu de Oliveira Souza                              (1970)

E

Elesbäo Alves de Barros                               (1917)

Elias da Rocha Guedes                                 (1861)(1864)

Eloi Barbosa de Abreu                                  (1936)(1951)(1955)

Emerentino Costa                                          (1951)(1955)

Emídio Tenório de Albuquerque                   (1959)(1963)(1967)(1970)(1973)(1977)

Enéas da Silva Barros                                               (1907)

Enéas Simplício Brandäo                              (1967)(1970)

Ernesto Ferreira da Silva                               (1948)(1959)

F

Felipe José de Matos Moreira                        (1858)

Felipe Tobias da Silva Pereira                       (1864)(1873)(1877)

Felipe Viana da Cunha Lima                         (1868)

Felisdônio da Silva Dias                                (1868)

Felix Alves Machado                                    (1895)

Felix Bezerra Guedes Montenegro                (1877)

Francisco Barbosa da Silva                           (1989)(1993)

Francisco Bezerra de Jesus                            (1923)

Francisco Cavalcante                                     (1915)(1923)(1928)

Francisco de Assis França                             (1989)(1993)

Francisco de Souza Duarte                            (1887)

Francisco Ferreira de Melo                            (1873)

Francisco Guedes de Oliveira                       (1868)(1873)

Francisco Joaquim da Silva Jucá                   (1858)(1873)

Francisco Joaquim do Espírito Santo            (1895)

Francisco Joaquim do Espírito Santo Moura (1915)

Francisco José de Barros                               (1854)

Francisco José Duarte                                    (1861)(1881)

Francisco José Sobrinho                                (1970)(1973)

Francisco Pereira de Andrade                       (1854)(1858)

46

 

Francisco Souza Duarte                                 (1891)

G

Galdino Marques de Vasconcelos Ramos     (1892)

Gastäo Leäo Rêgo                                         (1963)

Gaudêncio do Espírito Santo Moura             (1936)

Geraldo Ribeiro Lima                                               (1983)

Geraldo Ribeiro Lima Júnior                         (1993)

Gervásio Raimundo dos Santos                    (1963)(1967)

Gilberto Vitório Cavalcante                          (1997)

H

Henrique de Matos Moreira                          (1891)

Heráclio Duarte Cavalcante                          (1909)(1911)

Hermógenes Monteiro Rebêlo                       (1913)

Hernestor Pimentel da Silva                          (1959)

Humberto Correia Mendes                            (1936)

I

Inácio Leopoldo de Albuquerque Maranhäo            (1868)

Ismael de Campos Barros                              (1873)

Ivan Bezerra Barros                                       (1963)(1967)

Izídio Malta Filho                                          (1963)

J

Jacinto Rodrigues Gomes                              (1864)

Jaime Guimaräes Costa                                 (1970)

Joäo Alves Feitosa                                         (1925)

Joäo Antônio de Oliveira Melo                     (1873)

Joäo Batista Cabral                                        (1881)(1895)(1899)

Joäo Batista Carneiro                                    (1895)(1899)(1901)(1903)(1905)(1907)

Joäo Bezerra da Costa                                   (1955)

Joäo Camilo Feitosa                                      (1923)

Joäo Duarte de Mendonça                            (1917)

Joäo Durval de Amorim                                (1907)

Joäo Elias das Neves                                     (1948)

Joäo Francisco Bezerra de Deus                    (1899)(1903)

Joäo Napomuceno de Moraes                       (1838)

Joäo Paes Cavalcante                         (1919)(1921)

Joäo Rosa Filho                                             (1983)

Joäo Soares Pinto                                          (1989)

Joaquim da Rocha Guedes                            (1841)

Joaquim José Duarte                                      (1864)(1868)

Joaquim Vieira Sampaio                                (1861)(1864)

Jorge Ferreira de Lima                                   (1970)

José Alfredo de Amorim                               (1923)(1925)

José Alves da Costa                                      (1864)(1917)

José Alves da Silva                                        (1963)

José Alves Feitosa                                         (1977)

José Alves Ferreira                                        (1973)

José Araújo Leite                                           (1977)

José Avelino Torres                                       (1959)(1963)(1967)(1970)

José Bispo da Silva                                        (1967)(1977)(1983)(1989)

José Caetano de Moraes Filho                       (1901)(1903)(1905)(1907)(1915)(1925)

José Constant de Amorim                             (1907)

José Correia da Costa                        (1858)

José Correia Paes                                           (1838)

José Correia Paes Júnior                                (1877)(1887)(1890)

47

 

José da Costa Duarte                                     (1858)

José Daniel Carneiro da Cunha                     (1838)

José de Almeida Araújo                                (1951)(1959)(1963)(1967)

José de Araújo Leite                                      (1970)

José de Barros de Araújo Júnior                    (1844)

José de Barros de Araújo Castro                   (1877)

José de Oliveira Targino                                (1993)

José de Souza Duarte                                    (1901)(1903)(1905)(1907)(1923)

José de Souza Nunes                                     (1838)

José de Souza Soares                                     (1936)(1948)

José Dias de Araújo                                       (1963)(1967)

José Duarte Marques                                     (1963)

José Elesbäo Duarte                                      (1909)

José Francisco Bezerra de Jesus                    (1901)(1903)

José Francisco de Andrade Pinto                  (1873)(1877)

José Francisco de Oliveira Melo                    (1861)

José Francisco de Oliveira Silva                    (1854)(1858)

José Francisco de Oliveira Souza                  (1864)(1881)

José Francisco dos Santos                             (1983)

José Francisco Ferro                                      (1915)

José Helenildo Ribeiro Monteiro                   (1977)

José Inácio da Silva                                       (1861)

José Inácio da Albuquerque Maranhäo         (1883)

José Joaquim Correia                         (1844)

José Joaquim da Mota                                   (1868)

José Joaquim do Nascimento             (1897)(1899)(1901)(1903)(1905)(1907)

José Joaquim Duarte Júnior                           (1844)(1858)(1864)

José Maia da Costa                                        (1963)

José Maria França da Silva                            (1997)

José Marques da Silva Filho                          (1919)(1921)(1923)(1925)

José Mendes Filho                                         (1955)

José Miguel da Silva Pereira                          (1854)(1858)

José Muniz da Costa                                     (1917)

José Oliveira da Silva Filho                           (1997)

José Osmando de Araújo                              (1973)

José Pantaleäo da Silva                                 (1907)(1909)

José Pauferro de Oliveira                              (1917)

José Paulo da Silva                                                    (1909)(1911)(1948)(1951)(1951)(1959)

                                                                       (1963)

José Pinto de Barros                                      (1928)(1936)

José Pinto de Resende                                   (1909)

José Porfírio de Farias                                   (1858)

José Rebêlo Torres                                         (1959)(1963)(1967)(1973)

José Tavares da Rocha Guedes                     (1913)

José Tenório de Albuquerque                        (1983)(1989)(1993)(1997)

José Tobias da Costa                                     (1913)

José Tobias de Almeida                                 (1963)

José Tobias Duarte                                        (1921)(1925)

José Sebastiäo dos Santos                             (1864)(1881)(1883)

José Severino Tenório                                    (1881)

José Valdomiro Mota                                    (1963)

José Vieira de Brito                                       (1877)(1881)(1891)(1895)(1897)(1915)

José Vilarins da Luz                                      (1963)

Josefa Neusa Marques Luz                            (1977)(1983)

48

 

Josmário de Araújo Silva                               (1989)

Josué Barros de Goes                                    (1983)(1989)(1993)(1997)

Júlio César Permínio Tenório                         (1997)

L

Laurindo Paes Mendonça                              (1890)

Lauro de Almeida Lima                                (1921)(1923)

Leopoldo da Costa Duarte                            (1892)(1911)(1913)(1915)

Leopondo Leo Wanderley                            (1936)

Levino Alves do Espírito Santo                    (1899)(1901)(1903)(1905)

Luiz Alberto Barros                                       (1973)

Luiz Amorim da Costa                                              (1936)(1948)(1951)(1955)(1959)

Luiz de Araújo Jucá                                      (1841)

Luiz Ferreira de Souza                                  (1913)(1923)(1925)

Luiz de Souza Barros                                    (1841)

Luiz Fernandes de Araújo Bezouro              (1868)

M

Manoel Adolfo Pinto                                    (1919)

Manoel Alcäntara Brandäo                           (1977)(1997)

Manoel Alves de Oliveira Bezouro               (1868)

Manoel Antônio Pereira Júnior                      (1838)

Manoel Augusto Canuto                               (1923)(1925)

Manoel Barbosa da Silva Sobrinho               (1913)(1919)

Manoel Barbosa Leite                                               (1917)

Manoel Bezerra da Apresentaçäo                  (1864)

Manoel Cardoso da Fonseca                         (1838)

Manoel Correia de Barros Lima                    (1919)(1921)(1923)(1925)(1928)

Manoel Correia Sampaio                                (1883)(1923)(1955)

Manoel da Costa Brasil                                 (1854)

Manoel da Costa Duarte                               (1864)(1891)

Manoel da Rocha Barros                               (1915)(1917)(1919)(1921)(1923)(1925)

Manoel Félix Cajuí                                        (1841)

Manoel Ibiapino da Mota                              (1925)

Manoel Joaquim de Souza                             (1841)

Manoel Joaquim Mendonça Menezes                       (1864)

Manoel Lourenço Alves de Moura                (1877)(1881)

Manoel Marques de Oliveira                         (1873)

Manoel Marques de Vasconcelos Ramos      (1907)

Manoel Pereira Camêlo                                 (1838)

Manoel Pereira Dantas                                  (1864)

Manoel Salvador da Costa Vieira                 (1854)

Manoel Sampaio Luz                                     (1948)

Manoel Tavares Bastos                                  (1838)

Manoel Tenório Loureiro                               (1951)

Manoel Tomás de Mendonça                        (1841)

Manoel Victório da Costa Barros                  (1838)(1841)(1844)

Manoel Vieira da Rocha                                (1841)

Maria do Socorro Sá Bonfim                        (1997)

Mário Alcântara Brandäo                              (1967)

Mário da Silva Furtado                                 (1977)

Mário Leite da Costa                                     (1936)

Miguel de Matos Moreira                              (1864)

Miguel Monteiro de Araújo                           (1919)(1925)(1928)

Milton Nilo de Barros                                               (1951)

 

49

 

N

Natércio Pereira Viana                                  (1997)

O

Oscar Lins                                                      (1907)

Otávio Barbosa da Silva                                (1951)

P

Paschoal Guilhermino                                               (1892)

Paulo Antônio da Silva                                 (1977)

Paulo Bezerra Nunes                                     (1977)

Paulo Cilas Cavalcante                                  (1977)

Paulo Correia da Silva                                   (1951)(1959)(1963)

Paulo Petronilo do Amaral                            (1963)

Pedro Alberto de Araújo Telêdo                   (1997)

Pedro Antônio da Silva                                 (1877)

Pedro Ferreira França                        (1892)

Pedro Pierre Dantas Barreto                          (1887)(1892)(1897)(1899)(1901)(1903)

                                                                       (1905)(1907)

Pedro Rodrigues Gaia                                   (1936)(1948)

Pedro Rodrigues Gaia Neto                          (1989)(1993)

Pedro Soares da Mota                                               (1911)(1915)

Pedro Tavares da Silva                                  (1997)

R

Ranulfo Saraiva Cavalcante                          (1928)

Rodrigo Soares Gaia                                     (1993)(1997)

Ronaldo Correia dos Santos                          (1993)

Rui Guimaräes Costa                                     (1989)(1997)

S

Sabino José de Oliveira                                 (1858)

Salustiano Veríssimo de Souza Branco         (1928)(1936)(1948)

Saturnino José de Medeiros                          (1921)

Sebastiäo da Mota Accioly                           (1883)

Sebastiäo Firmo de Oliveira                          (1989)(1997)

Sebastiäo Inácio de Lima                              (1913)

Sebastiäo Ramos de Oliveira                         (1915)

Severino Alves Lima                                     (1861)

Severino de Cerqueira Branco                       (1959)

Sid Carlos Alves de Melo                             (1989)

T

Tertuliano de Gois Canuto                            (1913)(1915)(1917)

U

Ulisses de Souza Barbosa                              (1925)

Umbelino Alves Machado                             (1909)

V

Valdemar Tenório de Albuquerque               (1983)

Vanutério Alexandre da Silva                                   (1967)

Vicente Gomes Targino                                 (1993)(1997

Vicente Muniz de Medeiros                          (1858)

 

 

 

vereadores e prefeitos

palmeirenses

à partir de 1992

 

 

Luiz Byron Passos Torres

1992

 

 

 

Apresentaçäo

 

 

 

 

Este trabalho é uma continuaçäo das pesquisas desenvolvidas pelo historiador e escritor LUIZ B. TORRES, quando retratou no seu livro intitulado "Vereadores e Prefeitos Palmeirenses desde 1838" toda a saga da gente da Princesa do Sertäo Alagoano no que se refere a política.

 

Este nobre escritor faleceu em maio de 1992, e eu, como seu filho, näo poderia deixar morrer a continuaçäo desta obra, que servirá para estudos daqueles que se mostrarem interessados em conhecer de perto, toda a história política, as grandes decisöes, os homens que deixaram suas marcas nesses mais de cem anos de existência da cidade de Palmeira dos Indios.

 

Será dada nesta continuaçäo, a mesma roupagem que o escritor usou na sua fase inicial, respeitando, evidentemente, minhas limitaçöes, que ficam muito a quem das do historiador Luiz B. Torres.

 

 

Luiz Byron Passos Torres

Janeiro/1997

 

01

 

MANDATO

1989 à 1992

 

Para este mandado foram eleitos para o executivo palmeirense, os seguintes cidadäos:

 

PREFEITO                : Gileno Costa Sampaio

VICE-PREFEITO     : Francisco José Sobrinho (Mais conhecido como Chico Faus-

                                     to, assumiu a prefeitura por alguns dias).

 

Principais obras da administraçäo Gileno Sampaio: Foram pavimentadas dezenas de ruas em quase todos os bairros da cidade e outras artérias públicas em alguns povoados, perfazendo um total de61.830 m2e11.759 metrosde meio-fio. Em sua administraçäo, Gileno construiu ou reformou as seguintes praças públicas: Minervo Pimentel, Lauro de Almeida, Säo Pedro, Humberto Mendes, e Zeca Leôncio no centro da cidade, Säo Cristóväo no bairro do mesmo nome, Pedro Rodrigues Gaia no bairro de Säo Francisco, Rosendo Rodrigues no bairro de Vila Maria, Heloísa Sampaio e Manoel Rufino em Palmeira de Fora  e José Medeiros dos Santos no povoado  Santo Antônio.

 

Foi na área de educaçäo que esta administraçäo mais se destacou. Construiu em todo o município, 27 novos grupos escolares dos quais 06 receberam a denominaçäo de capela/escola e restaurou, reformou e ampliou outras 30 já existentes, espalhadas na cidade e povoaçöes, colocando assim, 57 unidades de educaçäo a disposiçäo dos nossos estudantes. Um verdadeiro marco.

 

Ampliou a rêde elétrica do município, substituindo as velhas iluminaçöes por vapor de mercúrio em dezenas de artérias na cidade e em vários povoados. Perfurou vários poços artesianos nos povoados onde o problema de água potável era mais cruciante. Na malha viária do município, a administraçäo municipal recuperou45 kmde estradas em terraplanagem, construiu boeiros e pontes, colocando piçarro por toda a sua extensäo para uma maior durabilidade e conservaçäo. Recuperou outros 400 quilômentos com o uso de motoniveladora.

 

44ª - LEGISLATURA

1989 à 1992

 

Para a Câmara de Vereadores foram eleitos para legislar este período os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

VEREADORES

 

PRESIDENTES                    : Francisco de Assis França (1989 à 1990)

                                                 Ari José Sobrinho (1991 à 1992)

MEMBROS                           : Pedro Rodrigues Gaia Neto;

                                                 José de Oliveira Targino;

                                                 Sid Carlos Alves de Melo;

                                                 José Tenório de Albuquerque;

                                                 Rui Guimaräes Costa

                                                 Antônio José Pereira da Fonseca;

                                                 Joäo Soares Pinto;

                                                 Francisco Barbosa da Silva;

                                                 José Bispo da Silva; e

                                                 02

 

                                                 Adalberon Alves Duarte.

SUPLENTES                         : Josué Barros de Gois;

                                                 Sebastiäo Firmo de Oliveira;

                                                 Josmário de Araújo Silva; e

                                                 Benedito Machado Ferro.

 

MANDATO

1993 à 1996

 

Para este mandato foram eleitos os seguintes cidadäos

 

PREFEITO                : José Helenildo Ribeiro Monteiro

VICE-PREFEITO     : Edval Gaia Filho ( Assumiu o mandato por um mês, por oca-

                                      siäo da ida do titular a Europa. Era genro do prefeito. Tam-

                                      bém assumiu a administraçäo da prefeitura José Tenório

                                      de Albuquerquer, como presidente da Câmara)

 

As principais realizaçöes ocorridas na administraçäo de Helenildo Ribeiro foram: Construçäo do Parque de Rodeios Geraldo Bulhöes; Construçäo do Teleférico de Palmeira dos Indios com800 metrosde extensäo;  Construçäo, em regime de mutiräo de 100 casas populares no bairro Vila Maria; Construçäo do matadouro público, Instalaçäo na cidade da FUNESA (Fundaçäo Universitária do Estado de Alagoas) com os cursos de letras, história, geografia, química, física, biologia e matemática; Viabilizou, também, a vinda da faculdade de Filosofia do CESMAC (Centro de Ensino Superior de Maceió).

 

Saneamento e pavimentaçäo do bairro do Alagadinho, hoje Zaque Leäo. Pavimentaçäo em paralelepipedo de várias ruas no bairro Jardim e das artérias Antônio Ribeiro, José Amaral, Dondom Tobias, Clodoaldo da Fonseca, Tenente Júlio Amorim, Dom Otávio Aguiar, Pio XII, Fiscal Muritiba, Guedes de Miranda, travessa Guedes de Miranda, Cacique Francelino e Loteamento Cidade Nova. Pavimentou ainda,8.603 metrosno bairro da Cerâmica, 4.794 no Beira Linha e500 metrosde saneamento no Xucurús e Areado. Concluiu todo o calçamento de bairro da Cafurna e Alto do Cruzeiro.

 

Instalaçäo da iluminaçäo à vapor de mercúrio em vários logradouros, ampliaçäo do cemitério local, construçäo de uma ponte com11 metrosligando a Barra do Bonifácio a Olho d'Agua do Bonifácio, um pontilhäo ligando Palmeira de Fora ao povoado Riacho Santo. Colocou pissarro nas estradas de Barra do Bonifácio até Olho d'Agua do Bonifácio, Uruçú e  Lagoa do Rancho. Instalou posto telefônico no povoado do Cedro e outro de saúde no Alto do Cruzeiro e Coruripe da Cal. Reformou da Delegacia de Polícia de Canafístula e construiu um cemitério no povoado Barra do Bonifácio. Reativou o posto de Saúde municipal para prestar assistência médico/odontolágica.

 

Ampliaçäo de novas salas de aula nas escolas Prof. Marinete Neves e Säo Cristóväo e construçäo de escolas nos povoados Anum Velho, Sítio Tatú, Cabaçeiros, Amaro e Coruripe da Cal, Escola Hilton Muniz, além da reforma total da Escola Rotary na cidade e aquisiçäo de um ônibús para o transporte de alunos dos povoados para a cidade e de estudantes universitários as cidades de Arapiraca e Belo Jardim. Construçäo em concreto armado de um painel com o nome da cidade no entroncamento que dá acesso à Maceió e Santana do Ipanema. Instalaçäo da fábrica de sopa Denilda Bulhöes que beneficou 2.500 pessoas carentes diariamente. Realizou a I Micarindio - primeiro carnaval fora de época de Alagoas - onde atraiu milhares de foliöes e admiradores de vários estados da federaçäo.

 

03

 

45ª - LEGISLATURA

1993 à 1996

 

Para a Camara de Vereadores do municipio foram eleitos os seguintes cidadäos palmeirenses:

 

VEREADORES

 

PREDIDENTES                    : José Tenório de Albuquerque (1993 à 1994)Assumiu

                                                 também o cargo de prefeito por 30 dias, por ocasiäo

                                                 das férias dos titulares.

                                                 Pedro Rodrigues Gaia Neto (1995 à 1996)

MEMBROS                           : Denisval Basílio da Silva;

                                                 Francisco Barbosa da Silva;

                                                 Vicente Gomes Targino;

                                                 Geraldo Ribeiro Lima Júnior;

                                                 Rodrigo Soares Gaia;

                                                 Ary José Sobrinho;

                                                 Francisco de Assis França;

                                                 Antônio José Pereira da Fonseca;

                                                 Ronaldo Correia dos Santos; e

                                                 Cícero Leandro da Silva.

SUPLENTES                         : José de Oliveira Targino; e

                                                 Josué Barros de Gois.

 

MANDATO

1997 à 2000

 

Para esse mandato foram eleitos os seguintes cidadäos:

 

PREFEITO                : Maria José de Carvalho Nascimento

VICE-PREFEITO     : Edson José da Silva

 

Em sua administraçäo foram reativados 12 poças artesianos e perfunados outros 10 na zona rural do município, alén 04 na zona urbana. Em parceria com o D.N.O.C.S., foram instalados 10 dessalinizadores na zona rural. O povoado Caldeiröes de Cima foi beneficiado com o serviço de abastecimento e tratamento de água potável. Também foram efetuadas ligaçöes domiciliares no loteamento Helenildo Ribeiro, parte da Vila Maria e Alto do Cruzeiro. Foi construído um Centro Médico de Diagnóstico na Vila Maria e um ginásio Poliesportivo no bairro do Säo Francisco, além de reformar o mini-hospital do distrito de Canafístula. Houve ampliaçäo das arquibancadas do Estádio Juca Sampaio e a construçäo de 32 novas salas de aulas em várias escolas do município.

 

A prefeitura calçou a rua Chico Gino, além da construçäo de uma ponte, perfazendo um total de3.200 m2. Foram também pavimentados7.300 m2na rua Genésio Moreira, além do recapeamento de 5.000 de asfaltos em várias artérias da cidade. Construçäo de uma ponte-boeira na rua José Amaral, avenida esta que liga o baiiro do Paraíso com o de Säo Francisco. Foi colocado energia elétrica na Aggrovila Algodäo e em parte da Rua José Amaral.

 

46ª - LEGISLATURA

1997 à 2000

 

Para este mandato foram eleitos osseguintes palmeirenses:

 

VEREADORES

 

PRESIDENTES         : Manoel Alcântara Brandäo (1997 à 1998)

                                     Rui Guimaräes Costa (Ficou apenas 11 meses pois foi

                                     destituído por uma Comissäo Parlamentar de Inquérito)

                                     Pedro Tavares da Silva(Respondeu interinamente com

                                      o afastamento do titular)

                                     Rodrigo Soares Gaia (18.11.1999 à 30.10.2000)

                                     Pedro Tavares da Silva (30.10 à 31.12.2000)

 

MEMBROS               : Vicente Gomes Targino;

                                     Antônio José Pereira da Fonseca;

                                     Rodrigo Soares Gaia;

                                     Cícero Leando da Silva (Cícero Carreiro);

                                     Pedro Alberto de Araújo Toledo;

                                     Gilberto Vitório Cavalcante (Veinho);

                                     Pedro Tavares da Silva (Pedro Cazuza);

                                     Natércio Pereira Viana;

                                     Maria do Socorro Sá Bonfim;

                                     Denisval Basílio Silva (Val Basílio);

                                     José Oliveira da Silva Filho (Zé Rolinha);

                                     Josué Barros de Goes (Projeta); e

                                     Júlio César Permínio Tenório.

SUPLENTES               José Maria França da Silva;

                                     Daniel Afreu Bezerra;

                                     José Tenório de Albuquerque;

                                     Sebastiäo Firmo de Oliveira;

                                     José Daciel Pereira de Amorim;

 

No dia 10 de Novembro de 1999, foi apresentado em seçäo extraordinária na Câmara dos Vereadores pelo edil relator da C.P.I. Denisval Basílio Silva, o parecer da Comissäo, sugerindo a destituiçäo do presidente do legislativo palmeirense Rui Guimaräes Costa, por improbidade administrativa. Após votaçäo, presidente foi destituído por cargo por 11 votos, ficando marcada nova eleiçäo para a mesa. Enquanto ela näo aconteceu, o vereador Pedro Tavares da Silva (Pedro Cazuna) assumiu interimente o cargo por quinze dias, quando houve nova eleiçäo da mesa diretora da Câmara. Esta eleiçäo aconteceu na tarde de 18 de novembro de 1999, quando concorreu ao cargo de presidente da Câmara 07 vereadores. Poucos instantes da realizaçäo do preito, houve um consenso, sendo eleito por unanimidade o edil Rodrigo Soares Gaia, por 13 x 0 votos.

 

No dia 12 de janeiro de2000, ajuíza Dra Sônia Thereza Belträo da Silva Brandäo, expede uma Açäo de Mandato de Segurança impetrado pelo advogado Luciano Galindo Vieira, representando seu constituinte o ex-presidente da Câmara de Vereadores, edil Rui Guimaräes Costa, reconduzindo-o ao cargo de Presidente da Câmara Municipal de Vereadores da cidade de Palmeira dos Indios, até que seja revogada a decisäo, mofificada ou mantidaem definitivo. O Vereadordeposto da presidente desta casa legislativa, apela para o tribunal de justiça na capital, sendo o mesmo reconduzido nos primeiros dias de fevereiro de 2000. Ambos estäo aguardando, o julgamento final da questäo.

 

Um fato curioso. O edil Rui Guimarães Costa para conseguir a maioria na Câmara dos vereadores, elaborou um documento firmado em cartório, onde se comprometia, sob orientação médica, ficar doente no dia 01 de março e entrar de licença de 120 dias, para o vice-presidente, que tinha votado contra a sua permanência no cargo, viesse assumir o seu lugar. Que vergonha!